Shopping a céu aberto chega a três anos sem conclusão e comerciantes querem remoção de ciclovia: ‘Não atende a finalidade’


Os empresários dizem que a estrutura é pouco utilizada e que transformou o trânsito da avenida em um caos. Até viaturas do Corpo de Bombeiros teriam dificuldade para passar pelo local.. Comerciante fala sobre os problemas que o shopping a céu aberto pode causar em Taquaralto
Comerciantes e motoristas de Taquaralto estão há três anos tendo que lidar com os transtornos causados pela paralisação das obras do Shopping a céu aberto na Avenida Tocantins. A construção foi embargada em 2018 pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que na época relatou falta de planejamento por parte da prefeitura e dificuldade em apurar os valores para execução da obra.
A avenida chegou a ganhar uma ciclovia, que acabou deixando as vias mais estreitas e atrapalhando a movimentação na região. Rausther José de Souza é comerciante em Taquaralto desde 1991 e acompanhou todo o desenrolar da história. Ele lembra que os empresários locais foram contra a ideia desde o início.
“Essa obra teve início com muito contragosto dos comerciantes daqui. Em todas as reuniões feitas pela prefeitura nós manifestamos que não era do nosso agrado. Nós conhecemos a rotina daqui e mesmo assim eles fizeram parte da obra e junto dessa obra veio a ciclovia”.
Obras paralisadas em 2018 continuam prejudicando passagem na Avenida de Taquaralto
Reprodução/TV Anhanguera
Para ele, a ciclovia naquele local tem pouca utilidade e acaba sendo mais motivo para transtornos. “Hoje apenas um veículo passa por vez e caso um ônibus pare nos pontos, acaba gerando um caos aqui. Essa dificuldade de locomoção prejudica até o Corpo de Bombeiros. Já presenciei casos em que eles não conseguiam transitar de uma via para outras para prestar o socorro”, diz o comerciante.
Outro empreendedor, Sidney Mota, diz que as obras afetam diretamente seu negócio. “Fica difícil para transportadora trazer a mercadoria. Para vir até a loja não está fácil porque a quantidade de contornos da avenida reduziram para quase dois e estão localizados em lugares que não dá pra passar um caminhão”.
O motorista de aplicativo, Adelcimar Aguiar, que já trabalhou para uma transportadora sabe a dificuldade que essa obra tem causado no trânsito de Taquaralto. “Eu trabalhei em transportadora e para estacionar e descarregar material aqui na avenida era um sacrifício. Hoje como motorista de aplicativo não consigo deixar meu passageiro no lugar que ele precisa porque não tem espaço”.
O presidente da Associação industrial e comercial de Palmas (Acipa), Joseph Madeira, diz que a única forma de resolver os problemas da avenida de Taquaralto é removendo a ciclovia. “Ela não atende a finalidade, só tem causado caos e transtorno e portanto precisa que essa remoção ocorra o mais breve possível para amenizar o drama causado para a coletividade”.
Audiência pública
Nesta semana, uma audiência pública voltou a discutir o assunto para encontrar uma solução que beneficie todas as partes dessa história. “A importância dessas reuniões é descobrir quais são os verdadeiros interesses, as necessidades dos comerciantes e da população que transita por aquele local. Então a gente precisa aproximar as partes para que a gente possa conseguir chegar num consenso e elaborar um acordo”, explica a promotora de justiça, Katia Chaves Gallieta.
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