Governo suspende eventos e aglomerações de equestres em dez cidades por causa do mormo


Proibição é para dois municípios onde há registro de casos, além de cidades que fazem divisa. Neste ano já foram registrados 13 casos da doença no Tocantins. Medidas são para conter o avanço do mormo em animais
Lenito Abreu/Governo do Tocantins
A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) suspendeu a realização de aglomerações e eventos envolvendo equídeos (asininos, equinos e muares) nos municípios de Filadélfia e Nova Olinda para evitar disseminação do mormo. As proibições também valem para cidades que fazem fronteira com esses dois municípios: Araguaína, Pau D’arco, Bandeirante, Colinas do Tocantins, Babaçulândia, Barra do Ouro, Goiatins e Palmeirante.
Neste ano já foram registrados 13 casos de mormo no Tocantins. O último foi confirmado no último dia 10 de junho em Filadélfia. Segundo a Adapec, as proibições têm o objetivo de conter a disseminação da doença e preservar a sanidade dos animais.
“Tomamos esta medida mais dura a fim de frear o avanço da doença nesta região e impedir que ela chegue a outras regiões do Estado, pois o contato entre animais, aliado ao trânsito de equídeos contribui para a disseminação da doença,” disse a responsável técnica pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos, Isadora Mello.
A proibição vai continuar até que a Adapec realize todas as medidas sanitárias para contenção dos casos positivos e investigação nas áreas que fazem divisas. Durante um período de 30 dias a Agência fará colheita de amostras em animais para fazer exames consecutivos.
Com essa nova portaria, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (21), outras cidades que estavam sob proibição estão liberadas das restrições para realização de eventos equestres. São elas: Taguatinga, Ponte Alta do Bom Jesus, Arraias e Aurora do Tocantins.
Mormo
O Mormo é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos. Não há cura, nem existe vacina. Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Existe ainda a forma latente (assintomática) na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade.
A doença é grave e pode ser transmitida para o ser humano.
Para prevenir a doença, o produtor rural deve exigir a Guia de Trânsito Animal (GTA) acompanhada de exames negativos da doença ao adquirir um animal. Além de evitar que o animal com suspeita da doença compartilhe bebedouros e comedouros. Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à Adapec.
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