Carne bovina vira item de luxo e consumidor troca picanha por costela: ‘Também é saborosa’


Demanda internacional e alta do dólar estão entre os principais fatores do preço no mercado interno. Tendência não deve mudar e a dica para o consumidor é pesquisar e buscar outras proteínas. Preço alto da carne vermelha faz vendas caírem pela metade
A carne bovina tem se tornado um item cada vez mais raro no prato de muita gente. A alta do dólar e a demanda do produto no exterior estão entre os principais fatores que mantém o aumento do preço no mercado interno. Por isso o jeito encontrado pela população foi reduzir o consumo e tentar substituir.
“Antes era mais frequente a carne durante a semana mesmo, de três a quatro vezes. Hoje a gente mudou, temos preferido outros elementos para substituir um pouco, mas nunca deixando a carne e tentando reservar para os momentos mais do final de semana”, disse a médica Ana Luisa Marques Traballi.
A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que o brasileiro irá consumir este ano a menor quantidade de carne vermelha por pessoa em 25 anos. Essa queda estaria diretamente relacionada ao valor.
“A gente substituiu por outras carnes por causa do aumento. A gente tinha uma picanha aí tá substituindo por uma costela que também é saborosa, contrafilé, uma maminha. Vai substituindo devido ao preço”, disse o representante comercial Julian Marcos.
Em um açougue da capital a venda diminuiu cerca de 40%. “A carne vermelha teve uma diminuição na procura devido ao seu preço. Ultimamente tem aumentado bastante o valor e o pessoal muda para outras proteínas como frango, suíno, peixe”, disse o comerciante Francisco Severino.
Gado no pasto de fazenda
Reprodução/TV Anhanguera
Esse cenário no aumento da carne tem sido favorável apenas para o produtor. Em uma fazenda que fica em Paraíso do Tocantins, o último gado que foi para frigorífico foi negociado por R$ 300 a arroba.
“Estou vendo um cenário muito positivo para o agronegócio. A gente trabalha hoje com exportação e está crescendo cada dia mais, mesmo com o consumo interno diminuindo”, disse o agrônomo Carlos Henrique Milhomem, administrador de uma fazenda.
Por outro lado as despesas do produtor com alimentação dos animais e manutenção do pasto também aumentaram. A estimativa na mesma propriedade é de que o custo tenha ficado 40% maior com a produção de cada arroba.
Mesmo assim a produção tem compensado para produtor. Eles estão mandando cerca de 400 bois por ano para os frigoríficos do estado. A maior parte da carne vai para a exportação, que favoreceu elevação no preço no mercado interno.
“A valorização do dólar em relação ao real favorece a exportação das nossas commodities agropecuárias, diminuindo a sua oferta internamente ao mesmo tempo que encarece os insumos para a produção interna”, disse o economista Raimundo Casé.
Só que outros fatores também tem feito o preço da carne subir no Brasil como a demanda internacional, principalmente pela China, a entressafra agrícola e aumento dos combustíveis e da energia, por exemplo. A tendência é que o valor continue em alta e a dica para o consumidor é pesquisar preços e tentar substituir a carne bovina por outras proteínas.
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