Lojistas fecham as portas e adiam abertura de empresas em shoppings para fugir dos impactos da pandemia


De acordo com a Jucetins, 2.709 empresas fecharam as portas, entre janeiro e abril desse ano, em todo o estado. Shoppings foram uns dos mais afetados com as medidas restritivas adotadas pelo poder público. Pra fugir dos prejuízos, lojistas fecham ou adiam abrir empresas em shoppings
Lojistas fecharam as portas e alguns até adiam a abertura de empresas em shoppings de Palmas, para fugir dos prejuízos causados pela pandemia da Covid. Isso porque os estabelecimentos foram uns dos mais afetados pelas medidas restritivas estabelecidas pelo poder público.
A esteticista Deusa Marques abriu uma clínica de estética há dois anos em um shopping de Palmas. Este mês, encerrou o contrato e ela decidiu não renovar. Fechou as portas e passou a atender em outro local.
“Estava indo muito bom o comércio, aí veio a pandemia, resolvi fechar porque as clientes ficam com medo, está tudo incerto. Está aberto, depois fecha novamente, aí não deu para eu ficar”, disse.
Empresária decidiu fechar loja em shopping após prejuízos
Reprodução
Já o empresário Neto Cabral está com tudo pronto para abrir um negócio no ramo alimentício dentro de um shopping da capital, mas resolveu adiar os planos porque ainda não se sente seguro.
“O shopping tem um fluxo muito bacana de gente. O problema é que nesse momento de pandemia a gente está tendo dificuldades por conta dos decretos que estão sendo lançados. Os shoppings são os primeiros a serem fechados e os últimos a serem abertos e nesse momento que a gente está passando com os finais de semana fechados, a gente está perdendo 50% de venda no shopping, porque 50% do movimento é nos finais de semana”, relatou.
Os shoppings foram uns dos mais afetados durante a pandemia, em Palmas. O primeiro decreto da capital, publicado em março do ano passado, determinou a suspensão das atividades de shoppings e lojas situadas em galerias e polos comerciais.
Este ano, novos decretos determinaram mudanças no funcionamento do setor e, desde abril, shoppings só podem abrir de segunda a sexta-feira, em horário especial, e com limitação de capacidade para a praça de alimentação.
As medidas influenciaram diretamente no faturamento dessas lojas. Dados da Junta Comercial do Tocantins (Jucetins) mostram que 2.709 empresas fecharam as portas, de janeiro a abril desse ano no Tocantins. O número é muito maior do que o registrado no mesmo período de 2020, quando 2.144 empresas deixaram de funcionar.
Por outro lado, mesmo nesse momento difícil, muitos empresários estão abrindo negócios novos. De janeiro, a abril, 8.598 empresas foram abertas em todo o estado. No mesmo período do ano passado, foram 5.730.
O economista Renato José Araújo explica que a pandemia forçou os empresários a pensarem em novos meios de negócios, e não apenas nas tradicionais lojas físicas em grandes centros comerciais.
“Os lojistas que estavam lá dentro, tiveram um sofrimento adicional porque tiveram que se reinventar, atingir o consumidor que não conseguia entrar no shopping. Essa foi a grande mágica, muitos se salvara, outros pereceram. Os que chegaram estão ocupando o lugar daqueles que se foram, então acho que foi um grande aprendizado. Os últimos números do IBGE mostram que, por exemplo, em maio, o nível de vendas foi bastante satisfatório, o Brasil cresceu 1,8% e Palmas cresceu 4,1%. Isso é muito forte, mesmo em um período de pandemia”.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

Leia matéria na íntegra no Portal G1 Tocantins

reporter1

Repórter 1 é um agregador de notícias, um robô que captura automaticamente posts em sites, blogs e grandes portais, economizando seu tempo. Aqui você encontra o caminho mais curto para informações e opiniões relevantes que estão na internet.