Levantamento revela alta taxa de mortalidade entre grávidas com Covid no Tocantins


Entre cada 10 gestantes com coronavírus pelo menos quatro precisaram ser intubadas. Mesmo com o risco, muitas mulheres têm resolvido arriscar uma gravidez durante a pandemia. No Tocantins, mortalidade pela Covid-19 durante e após gravidez é de 14%
O Tocantins tem mantido uma alta taxa de mortalidade do coronavírus entre as grávidas e puérperas, mulheres que acabaram de dar à luz. Em um grupo de 119 mulheres, 17 delas não resistiram. Os dados do Observatório Obstétrico Brasileiro apontam ainda que entre 10 gestantes com Covid-19 pelo menos quatro precisaram de UTI e quase 30% foram intubadas.
A Juliana Apolinário não quis mais esperar. Em outubro do ano passado, quando os números da pandemia estavam diminuindo, ela resolveu engravidar. Agora, oito meses se passaram e a Helena tá quase chegando. Só que o novo aumento nos casos preocupa.
“Nós estávamos mais esperançosos com relação a isso. Aí depois subiu novamente. Tem relação com a idade e a gente acaba não tendo muito tempo de esperar. Eu resolvi colocar na mão de Deus e seguir a vida”, comentou a empresária.
A taxa de mortalidade entre as grávidas de puérperas no estado é de 14%.
“A taxa de mortalidade geral para Covid tem ficado em torno de 1% se a gente for pensar no Brasil como um todo. O que tem se verificado é que sim, existe um aumento na mortalidade materna relacionada à Covid. Porque, de fato, isso ocorre ainda é incerto. Uma das questões que tem se levantado é a própria dificuldade de algumas mulheres realizarem adequadamente seu pré-natal durante a pandemia”, analisou a epidemiologista Betine Moehlecke.
Pra que esses números caiam, outros devem subir, como no caso da vacinação em grávidas. Só que essa imunização teve que ser interrompida no mês passado, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar a suspensão da vacinação em grávidas.
Apenas gestantes com comorbidades estão sendo vacinadas em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
Quando a imunização retornou, apenas aquelas com comorbidades poderiam ser vacinadas e ainda assim o imunizante da AstraZeneca não pode ser aplicado neste público. Pra aquelas mulheres que chegaram a tomar a primeira dose da vacina da Oxford, a recomendação é esperar até 45 dias depois do parto para receber a segunda.
“Nesse momento a capital tá vacinando as grávidas que possuem alguma comorbidade, nós não estamos vacinando grávidas de um modo geral. Então você que em consenso com seu obstetra foi optado de tomar a vacina, você já pode procurar a unidade de saúde”, explicou a enfermeira Elaine Katzwinkel, da Central de vacinas de Palmas.
A Juliana Apolinário continua preocupada com o avanço da Covid, mas tomar a primeira dose da Pfizer trouxe um alívio. “Já fica mais tranquilo, o mais é manter distanciamento social, ficar em casa, ficar quietinha”, afirmou.
Sentimento compartilhado pela Aliny Martins, que também garantiu a primeira dose. “Depois que eu tomei a vacina eu fiquei um pouco mais tranquila para poder passar o restante da gestação e ir para o dia do parto, mais segura com o bebê”, disse a secretária.
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