Idoso é internado por Covid no dia que iria receber vacina e morre após ficar 32 dias intubado


Servidora pública relata como foi perder três pessoas da família para o coronavírus em menos de um mês. Estado passou acumula 182.138 casos da doença e 2.936 óbitos. Homem foi entubado no dia em que deveria se vacinar e não resistiu a Covid-19
A servidora pública Eliene Cândida dos Santos perdeu três pessoas da família para o coronavírus em menos de um mês. A dor da perda é devastadora. O pai dela, um homem de 73 anos, foi internado com a doença no dia que iria tomar a vacina contra a Covid-19. Ela conta que os cuidados eram muitos, mas infelizmente ele não resistiu após passar 32 dias intubado.
“Esse vírus é muito rápido, quando ele chega, por mais que a pessoa seja forte ou não tenha nenhuma comorbidade ele atinge qualquer faixa etária. Ele é muito complicado, muito traiçoeiro. Chega e invade as famílias e está destruindo muitas famílias que apesar de todos os cuidados não estão sendo protegidas”, lamentou a servidora pública Eliene Cândida dos Santos.
Além da perda, ficou a revolta. O pai da Eliene morreu três meses após o início da vacinação.
“O dia que meu pai internou era o dia que ele tomaria a primeira dose da vacina dele. Ele estava muito ansioso pela vacina e falava: ‘tomara que essa vacina chegue logo para eu e sua mãe vacinar para a gente se proteger’. Por uma ironia, por um atraso ele internou justamente no dia que foi liberada a vacina para idade dele”, disse.
Servidora perdeu três pessoas da família em um mês
Reprodução/TV Anhanguera
Até este sábado (5), em todo o estado 2.936 famílias sabem o que é perder uma pessoa querida. O Tocantins também já passou dos 182 mil casos confirmados da doença.
Em Palmas, a cidade mais populosa, são 537 mortes. Para conter o vírus medidas restritivas foram necessárias, mas com o tempo o comércio voltou a funcionar e as pessoas voltaram a circular pelas ruas, muitas desrespeitando medidas básicas como o uso da máscara.
Os hospitais continuam lotados e o médico Estevam Rivello alerta para o risco de uma falsa sensação de segurança. “A população deve ter essa capacidade analítica de observar o comportamento social de cada um na utilização de máscaras, na lavagem das mãos, utilização de álcool em gel. Não ficar em locais superlotados contribui para você diminuir esse impacto da doença”, disse.
Na casa da Eliene Cândida, que viveu de perto a dor do luto, o foco continua no que é mais precioso: a vida das pessoas. “Se nós já tínhamos cuidado, agora com a minha mãe nós estamos triplicando os cuidados porque a perda é muito grande. Ela está sofrendo demais, foram 53 anos de casados”, disse.
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