Indígenas que moram na cidade reivindicam prioridade na vacinação contra Covid


Ministério da Saúde informou que indígenas receberão doses de acordo com as definições do Plano Nacional de Vacinação. Indígenas que moram na cidade querem prioridade na vacinação contra Covid em Gurupi
Indígenas que vivem na zona urbana de Gurupi, sul do Tocantins, querem ser incluídos no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. Eles reclamam que não conseguem respostas dos órgãos responsáveis pela saúde indígena.
O desejo é que os povos que vivem na cidade também tenham prioridade, assim como aqueles que moram nas aldeias e que estão recebendo as doses desde o início da campanha.
O Ministério da Saúde informou que os indígenas que vivem em contexto urbano vão ser imunizados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, de acordo com as definições do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid e de outras campanhas do Programa Nacional de Imunizações, podendo entrar nos demais grupos prioritários.
Fortunato João de Souza tem 79 anos, é o indígena mais velho da etnia Atikum, que vive em Gurupi. O idoso diz que já tomou as duas doses contra a Covid, mas não por ser indígena.
“Eu vacinei porque chegou a época de 79 anos, aí eu disse: ‘Eu não vou esperar porque esse coronavírus não espera por problema de ninguém, mas nós ficamos no esquecimento”.
Cacique pede que indígenas que vivem nas cidades sejam incluídos no plano de vacinação da Covid-19
Reprodução
O jardineiro Fábio Atikum, de 39 anos, também reclama do fato de os indígenas urbanos não terem sido inclusos na vacinação.
“Nós somos 432 índios aqui em Gurupi e os poucos que foram privilegiados dessa vacina foi por causa que veio aquela demanda da idade. Mas, os mais novos não se vacinaram. Em Pernambuco, onde temos nossa etnia, já vacinaram, e nós aqui nada”.
A vacinação em Gurupi começou no dia 21 de janeiro. A Secretaria Municipal de Saúde disse que segue orientação do Ministério da Saúde.
“As vacinas já vêm para um grupo prioritário pré-determinado a cada remessa, no caso do município de Gurupi não há direcionamento para a comunidade indígena porque não temos essa situação no município”, disse o secretário de saúde de Gurupi, Relmivan Milhomem.
Além da etnia Atikum, existem outros povos no município, como os Xerente e Javaé.
“A demora é muita, o tempo está passando e a gente nunca tem resposta de quando vai acontecer, quando pode ser feita a vacina. A doença está cada dia mais se desenvolvendo e a gente tem essa preocupação. A gente tem cobrado a Funai, a Sesai, tem ido no Ministério Público Federal para poder nos ajudar também e estamos aguardando resposta. Nós vamos buscar todas as instâncias para sermos imunizados”, disse o cacique Márcio Atikum.
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