Homem que confessou ter matado servidor da saúde após pegar carona é condenado a 30 anos de prisão


Juiz disse que após a carona Luis Carlos Carmo Coelho passou a confiar no autor e o levou para a própria casa. Horas mais tarde a vítima foi encontrada com sinais de estrangulamento. Luis Carlos Carmo Coelho, de 51 anos, foi encontrado morto em Palmas
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A Justiça condenou Rafael Mário Herculano Silva Paes a 30 anos de prisão pela morte de Luis Carlos Carmo Coelho. Conforme a decisão, o homem confessou ter roubado e matado o servidor público da Saúde dentro da própria casa, em Palmas, após pegar uma carona com ele. O crime aconteceu há dois anos e a vítima foi encontrada dentro da própria casa com sinais de estrangulamento.
Na época do assassinato Luis Carlos Carmo Coelho tinha 51 anos. Ele trabalhou na Secretaria Estadual de Saúde (SES) por mais de 20 anos.
A sentença afirma que o crime aconteceu horas após o condenado pedir carona à vítima. No dia 21 de maio de 2019 ele estava às margens da BR-153, em Araguaína, e por volta de meio-dia entrou no carro do servidor público, que estava a caminho de Palmas.
Durante a viagem, a vítima e o condenado fizeram algumas paradas em postos de gasolina de Nova Olinda e Tabocão. As investigações apontam que nesses locais o homem aproveitou momentos em que Luis Carlos realizava pagamentos para decorar a senha do cartão.
Ao chegar na capital, os dois foram para a casa da vítima. Luis teria dito ao condenado que tinha interesse em ter relação sexual com ele. “Enquanto a vítima tomava banho, o denunciado foi até a área externa da casa, pegou um pedaço de corda, e, no momento em que vítima deixou o banheiro, ele a matou por meio de enforcamento com a corda em questão”, afirmou o Tribunal de Justiça.
Após o assassinato, o corpo da vítima foi colocado em uma cama e coberto com um lençol. Rafael Mário Herculano fugiu levando o celular, o cartão de crédito e o carro do morador. Segundo as investigações, ele vendeu o telefone da vítima, realizou saques com o cartão roubado e gastou parte do dinheiro com drogas, compra de celulares e pagamento em motéis.
Carro do servidor foi levado do local do crime
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Após denúncia feita pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) em maio de 2020, quatro testemunhas foram ouvidas: um irmão do acusado, uma frentista de Colinas do Tocantins, um usuário de drogas e um taxista. Todos tiveram contato com o denunciado após a morte da vítima.
Ao decidir a pena do acusado, o juiz Luiz Zilmar dos Santos Pires, da 2ª Vara Criminal de Palmas, considerou a confiança que a vítima tinha no autor do crime. “Tendo em vista que autor e vítima viajaram juntos, que a vítima o colocou dentro da sua casa e com ele teve relação sexual, é presumível que nele depositava confiança”, disse o juiz.
Durante o interrogatório, além de confessar ter matado o servidor de saúde, Rafael Mário Herculano afirmou que já foi indiciado pelo crime de furto em Goiás e que responde por homicídio praticado em Minas Gerais. Além disso, há inquéritos em seu desfavor por roubo em GO.
Conforme a sentença, a condenação deve ser cumprida em regime inicialmente fechado. O acusado já está preso na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota, em Araguaína.
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