Família denuncia que homem foi intubado sem consentimento em UPA e morreu um dia depois


Caso foi denunciado ao Ministério Público de Gurupi, na região sul do estado, e está sendo analisado. Família chegou a fazer um documento pedindo para ser comunicada sobre a necessidade de intubação. Família questiona intubação de paciente que morreu três dias após a transferência
A família de um homem que morreu após ser intubado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Gurupi, na região sul do estado, procurou o Ministério Público Estadual (MPE) para que o caso seja apurado. A reclamação dos parentes é que Aroldo Pereira de Sousa, de 59 anos, foi intubado sem o consentimento e faleceu um dia depois do procedimento.
O paciente deu entrada na UPA em 29 de março com sintomas de Covid-19 e no dia seguinte precisou de oxigênio. A família chegou a fazer um documento pedindo para ser avisada antes de uma eventual intubação.
“Tendo em vista a elaboração deste documento, manifestando a não vontade da família em que ele fosse intubado, os familiares ficaram no acompanhamento para ver se ia ocorrer esse fato. Em um determinado momento em que os familiares se ausentaram, por volta de 11h da manhã às 14h da tarde, foi o momento em que ele foi intubado”, disse o filho Alcivando Ferreira de Sousa.
Aroldo morreu vítima da Covid-19 aos 59 anos
Reprodução/TV Anhanguera
Aroldo Pereira passou pelo procedimento no dia 31 de março e morreu em 1º de abril. O documento mencionado pela família tem assinatura de uma enfermeira da unidade. O texto afirma que os parentes deveriam ser avisados antes da intubação ou da transferência do paciente.
A promotoria de Justiça de Gurupi informou que ainda está analisando a denúncia.
Especialista em direito médico, o advogado Felippe Abu-Jamra Corrêa diz que a vontade do paciente precisa ser respeitada, mas uma resolução do Conselho Federal de Medicina traz várias interpretações em casos como esse.
“Inclusive têm artigos específicos na resolução que vão tratar da eventualidade desse paciente não estar dentro das suas faculdades plenas para decidir e que nesse caso, ainda assim, a equipe médica pode desconsiderar eventualmente as decisões tomadas pelo representante legal, pela família”, explica.
O médico responsável pelo procedimento foi procurado pela reportagem, mas informou que não vai se pronunciar sobre o caso.
Documento assinado por funcionária da UPA
Reprodução
O que diz a prefeitura
A Prefeitura de Gurupi informou que a equipe de saúde da UPA tomou todas as medidas e usou os recursos necessários para salvar a vida do paciente. No momento, a secretaria está aguardando uma notificação da Justiça para poder se manifestar.
O Conselho Regional de Medicina disse que quando recebe alguma denúncia é instaurada uma sindicância para apurar indícios de infração ao código de ética médica, mas até o momento não recebeu nenhum comunicado oficial dos familiares do paciente.
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