Polícia Civil faz operação com mais de 70 mandados de prisão e buscas contra facção criminosa em cinco estados


Ação está sendo coordenada pela Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado. Ordens judiciais estão sendo cumpridas em Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e São Paulo. Armas apreendidas com suspeitos durante a operação
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil iniciou na manhã desta quinta-feira (29) uma operação para cumprir 36 mandados de prisão temporária e 40 ordens de busca e apreensão em cidades do Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e São Paulo. A ação busca desarticular uma facção criminosa envolvida com diversos crimes e foi chamada de Nêmesis.
Segundo a polícia, a investigação começou depois que um delegado teve o carro pichado com o símbolo da facção criminosa em uma cidade no interior do Tocantins. A operação é coordenada pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deic – Paraíso do Tocantins).
Os mandados estão sendo cumpridos em Palmas, Araguaína, Paraíso do Tocantins, Divinópolis, Pium, Cristalândia, Porto Nacional, Miranorte, Lagoa da Confusão, Araguaína, Marianópolis e Tocantinópolis, como também em Jaraguá (GO), Campo Grande (MS), Barreiras (BA) e Barueri (SP). A ação também aconteceu nas unidades prisionais de Palmas, Paraíso, Cristalândia, Tocantinópolis, Gurupi e Guaraí.
Até às 7h30 da manhã, 18 pessoas tinham sido presas e armas de fogo apreendidas. A operação segue até o fim do dia para tentar cumprir todas as ordens judiciais.
Polícia Civil cumpre mandados de prisão e busca e apreensão no Tocantins
O delegado-chefe da 6ª Deic, Hismael Athos, afirmou que durante as investigações foi identificado um forte esquema de tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e posse de armas de fogo.
Segundo a polícia, os membros desta facção têm a obrigação de financiar a organização mensalmente com certa quantia em dinheiro que variava de acordo com o estado da federação. O grupo também tem um complexo sistema de organização que julga, pune e executa integrantes de facções como forma de serem promovidos.
O assassinato de grupos rivais também é utilizado para obter domínio territorial das cidades no interior do Tocantins e controlar outros crimes como assaltos, homicídio e venda de drogas.
Polícia Civil do Tocantins deflagrou operação contra o crime organizado
Polícia Civil/Divulgação
“A organização possui inclusive Estatuto pelo qual integrantes juram fidelidade, uma das cláusulas é a contribuição financeira dos que estão em liberdade para com os que estão presos. Às exigências incluem ainda ajuda aos familiares, ação de resgate e pune com morte aquele que não contribuir com os demais”, disse o delegado.
Durante a investigação a polícia descobriu o caso de um adolescente de 16 anos teria sido executado na cidade de Cristalândia devido à rivalidade entre as facções. “O objetivo da facção é o total domínio do território para então realizar o comércio ilícito de drogas, em contrapartida, não aceitam que outros infratores roubem moradores sob pena de serem julgados com advertência e até mesmo a morte caso descumpram as regras criminosas”, afirmou.
A operação
A operação recebeu o nome de Nêmesis em referência a deusa grega da vingança e da justiça equitativa. Mais de 100 policiais civis participam da Operação coordenada pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deic – Paraíso do Tocantins).
A operação conta com apoio de todas as Divisões Especializadas de Repressão ao Crime Organizado vinculadas à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE) e do Sistema Prisional da Secretaria de Cidadania e Justiça do Tocantins (Seciju).
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