Relatório denuncia risco de mortes por falta de remédios no Hospital Geral de Palmas


Imagens feitas na farmácia da unidade mostram que vários medicamentos utilizados em pacientes graves estão sem estoque. Caso foi denunciado por servidores e Ministério Público pediu esclarecimento. Médicos denunciam a falta de remédios na farmácia do HGP
O Hospital Geral de Palmas está enfrentando a falta de vários medicamentos utilizados para atender pacientes que chegam em estado grave. A denúncia foi feita por profissionais que trabalham na unidade. Nesta segunda-feira (26), o Ministério Público Estadual pediu esclarecimentos para o governo do estado.
Entre os remédios que estão em falta estão sedativos, anti-inflamatórios, antibióticos, anestésico utilizado na intubação de pacientes, anticoagulantes e outros. Uma dessas medicações é a Heparina.
“A Heparina é uma medicação anticoagulante para evitar coagulação e que também é de uso restrito praticamente em UTI, medicação caríssima e que não pode faltar. Se o paciente tiver uma complicação mais grave, principalmente nos casos de Covid, com certeza o paciente vai a óbito”, explicou o médico Antônio José Santos.
Farmácia no Hospital Geral de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
Por causa da escassez de remédios, médicos que atuam no setor de emergência entregaram nesta segunda-feira (27) um relatório ao Conselho Regional de Medicina denunciando o problema e pedindo ajuda para solucionar a situação.
De acordo com o relatório, a falta desses remédios pode agravar o quadro de saúde dos pacientes, podendo levar até a morte. Os médicos consideram extremamente grave a falta do remédio omeprazol, essencial para tratamento de diversas doenças.
A denúncia com pedido de providências é fundamentada com pelo menos nove prontuários de pessoas internadas e que estão sendo afetadas pela falta do omeprazol e outros remédios. Diante das denúncias, a promotoria de justiça da área da saúde pediu informações para a Secretaria Estadual de Saúde sobre a situação dessa farmácia no HGP.
O que diz a Secretaria de Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou, em nota, que efetuou a compra dos medicamentos e aguarda a entrega por parte dos fornecedores. Não foi dado um prazo de quando a situação será resolvida.
“A SES ressalta que alguns destes medicamentos estão em falta no mercado, mas podem ser substituídos por outros fármacos similares com a mesma eficácia. Além disso, a Unidade hospitalar dispõe de equipe farmacêutica assistencial que auxilia diretamente os prescritores nas disponibilidades de medicamentos substitutos”, diz a nota.
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