Pacientes reclamam da falta de medicamentos e cirurgias eletivas na rede pública do Tocantins


Procedimentos eletivos estão suspensos por causa da pandemia. Remédios que estão em falta são de alto custo e fornecidos pelo Ministério da Saúde. Pacientes estão com dificuldade para conseguir atendimento na rede pública de saúde
Pacientes estão com dificuldade para conseguir atendimentos na rede pública de saúde do Tocantins. Em alguns casos faltam medicamentos de alto custo e em outros a espera é por procedimentos eletivos.
A Viviane Souza sofreu um acidente de trânsito e está há quatro meses aguardando um um procedimento no joelho. Nessa quarta-feira (21) ela foi parar novamente Hospital Geral de Palmas após sofrer uma queda em casa.
“O hospital me liberou para casa mesmo doente, mesmo com problema que estou no joelho. Me deram sete dias de atestado. Acho que com sete dias tem condição de curar o meu problema”, reclamou.
O Apolinário Liborio, de 61 anos, sofreu um AVC no ano passado e ficou internado por 20 dias no HGP. Ele recebeu alta com a promessa de retornar para fazer uma angioplastia, mas até agora segue sem resposta.
“Ligo no local eles falam que é com tal departamento. Ligo em outro eles falam que é em outro. Aí fica nessa. Ele fez a arteriografia e deu esse resultado de que precisaria fazer a angioplastia. A doutora falou que iria pedir material para fazer e demoraria de um a dois meses. Só que passou dois meses e nada”, disse o Rui Souza, filho do idoso.
Os procedimentos dos dois pacientes são considerados eletivos e até o início do mês continuavam suspensos por conta da pandemia. Segundo a Secretaria de Saúde, até o início do ano, 5.394 pessoas aguardavam na fila de cirurgias eletivas no Tocantins. Na época, a SES disse que estava finalizando estudos para o retorno dos atendimentos.
Outra reclamação é a falta de medicamentos. Alguns têm alto custo e só são fornecidos pelo Ministério da Saúde. O Luciano Rodrigues precisa de duas medicações, uma delas custa mais de R$ 10 mil e está em falta desde fevereiro. “Liguei lá e me deram a resposta que está em falta e sem previsão para compra”, afirmou.
Idoso está aguardando um procedimento eletivo
Reprodução/TV Anhanguera
O que diz a Secretaria de Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que o paciente Apolinário Liborio da Silva esteve sob os cuidados da equipe multiprofissional do Hospital Geral de Palmas (HGP) de onde teve alta por melhora clínica e não consta pedido de cirurgia com os dados deles, inclusive na Central Estadual de Regulação.
Sobre Viviane Souza Bilio, a SES declara que a mesma foi atendida nesta quarta-feira (21), por ortopedista, no HGP. A paciente fez raio-x, o qual constatou que o tratamento necessário ao seu quadro clínico é conservador, portanto, sem necessidade de cirurgias.
A SES enfatiza que o medicamento Adalimumabe 40mg é responsabilidade do Ministério da Saúde (MS). O Estado já notificou o MS sobre a falta do remédio, e aguarda o retorno do abastecimento. Já o medicamento Azatioprona, está em andamento o processo de compra, aguardando a realização do pregão eletrônico.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

Leia matéria na íntegra no Portal G1 Tocantins

reporter1

Repórter 1 é um agregador de notícias, um robô que captura automaticamente posts em sites, blogs e grandes portais, economizando seu tempo. Aqui você encontra o caminho mais curto para informações e opiniões relevantes que estão na internet.