Jovem que perdeu a voz após procedimento no pescoço aguarda nova cirurgia e corre risco de nunca mais falar


Paciente precisou fazer uma traqueostomia e ainda respira por meio de um orifício no pescoço. Família conseguiu decisão judicial determinando tratamento, mas Estado ainda não cumpriu. Jovem que perdeu a voz aguarda há anos por cirurgia para tentar recuperar a fala
Um jovem de 27 anos perdeu a voz e corre o risco de nunca mais falar após sofrer um acidente, passar por cirurgia e sofrer complicações na traqueia. Daniel Dias chegou a conseguir uma decisão judicial determinando um novo procedimento para tentar resolver o problema, mas a ordem ainda não foi cumprida pela Secretaria de Estado da Saúde.
O acidente de moto que quase custou a vida do jovem aconteceu há cinco anos em Gurupi, no sul do estado. Ele ficou em coma e hoje, além de não falar, só respira por um orifício feito no pescoço. A irmã dele diz que foi um procedimento na garganta que causou o problema.
Depois da traqueostomia, ele usou um tubo de silicone para voltar a falar, mas o problema se agravou. “Acredito que pode ter ocorrido foi passa o tempo de tirar. Porque era para tirar com seis meses e vieram tirar com um ano e dois meses”, contou Irene Dias Araújo.
Em casa há quatro anos, o rapaz precisa usar ainda uma cânula no pescoço. Ele não consegue trabalhar e por enquanto está recebendo o benefício do INSS.
Jovem respira por orifício no pescoço e não consegue falar
Reprodução/TV Anhanguera
O jovem sonha em voltar a falar e levar uma vida normal, mas por causa das dificuldades financeiras a família precisou procurar a Justiça para que o Estado pague o tratamento. Os procedimentos fora do estado seriam de quase R$ 60 mil.
Os parentes do Daniel procuraram a Defensoria Publica e conseguiram uma decisão para o procedimento ser realizado ainda no ano passado. A família fez orçamentos para anexar ao processo, mas ainda aguarda uma resposta.
“Foi deferido no ano passado, em 2020, e já estamos quase no mês de 2021 e nada. O médico lá em Goiânia falou que ele tem só 30% de chance de voltar ao normal e é uma corrida contra o tempo, quanto mais tempo demorar mais ele vai perdendo a chance de voltar ao normal”, disse a irmã.
A Defensoria Pública do Estado informou que o Estado recorreu da decisão e agora aguarda o resultado desse recurso para poder fazer nova atuação, se necessário.
O que diz a Secretaria
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que está tomando providências necessárias para atendimento do paciente e tem buscado meios para viabilizar a realização do procedimento cirúrgico em outras unidades da federação.
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