Bloco cirúrgico da maternidade Dona Regina volta a ficar lotado de bebês e soluções precisam ser apresentadas em 15 dias


Recém-nascidos esperam vagas em UTIs ou leitos de unidade intermediária. Plano de ação foi definido pela Secretaria de Estado da Saúde. Comitê estipula prazo para que problemas na Maternidade Dona Regina sejam resolvidos
O bloco cirúrgico do Hospital e Maternidade Dona Regina, em Palmas, voltou a ficar lotado de bebês esperando por leitos adequados nesta terça-feira (20). Conforme apurado pela TV Anhanguera, ao menos sete recém-nascidos estão na fila esperando por vaga de UTI ou unidade intermediária. A superlotação na unidade é um problema que vem sendo registrado há meses. Por várias vezes as salas de cirurgia viraram local de internação, assim como os corredores da unidade.
Nesta semana, o comitê executivo que monitora ações da saúde no Tocantins, coordenado pelo judiciário, se reuniu para buscar providências. A ata da audiência foi concluída na segunda-feira (19) e assinada pela juíza Milene de Carvalho.
De acordo com o documento, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) propôs um plano de urgência para criar dez novos leitos de cuidados intermediários. Os gestores têm 15 dias para informar detalhes de local e data de instalação.
Também foi definido que a SES vai centralizar a regulação desses leitos e tirar essa responsabilidade das unidades hospitalares. No mesmo prazo, deverão ser revistos os protocolos para cuidados com grávidas infectadas pelo coronavírus.
Hospital e Maternidade Dona Regina em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
No prazo de 30 dias, o governo deverá informar a área prevista para construção de uma nova maternidade e nesse mesmo período terá que detalhar informações sobre a reforma do atual prédio da maternidade. As obras no local estão paradas mesmo havendo dinheiro de emenda parlamentar disponível.
Durante a audiência, que envolveu juízes, promotores, fiscais do Denasus, o município de Palmas, o secretário estadual de saúde Edgar Tolini e auxiliares, também foi discutido o fluxo de atendimentos na maternidade.
Mais da metade dos partos normais do Hospital Dona Regina, 66%, são de grávidas que moram em Palmas. Apesar dessa quantidade mantida há vários anos, a capital não tem uma maternidade municipal e esse seria um dos motivos de superlotação constante.
Diante disso, a Prefeitura terá que informar em 15 dias na Justiça se existe projeto, local e orçamento para criação de um centro de parto normal e a previsão para iniciar uma licitação.
O que dizem as secretarias
A Secretaria de Saúde do Tocantins informou que as pontuações feitas em reunião do comitê executivo estão sendo trabalhadas pela pasta. Disse ainda que todos os esclarecimentos e ajustes vão ser feitos aos órgãos de controle dentro dos prazos estabelecidos.
Em relação aos recém-nascidos que aguardam leitos de cuidados intermediários, a SES disse que eles seguem estabilizados sem prejuízo ao tratamento.
A Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) ainda não respondeu se tem projeto para construir uma maternidade ou quando isso deve acontecer.
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