Mercedes melhorou, mas Hamilton ainda vê Red Bull de Verstappen mais rápida

JULIANNE CERASOLI
LONDRES, REINO UNIDO

A segunda corrida da temporada da Fórmula 1, em Imola, acabou com Max Verstappen batendo Lewis Hamilton por 22 segundos, depois de o holandês ter perdido para o inglês por míseros sete décimos na prova de abertura, no Bahrein.
Foram duas provas disputadas em pistas e sob condições completamente diferentes, mas a Mercedes não escondia a satisfação por ter melhorado o desempenho do carro nas três semanas entre a primeira corrida e o GP da Emilia Romagna e ter se aproximado da Red Bull.
De fato, houve um momento da prova em que Hamilton -que perdera a primeira posição para Verstappen logo após a largada- parecia que ganharia a corrida por causa do ritmo que vinha adotando logo antes de sua parada nos boxes. Afinal, à medida que a pista ia secando depois do início sob chuva, seu ritmo melhorava.
Na volta 26, Hamilton tinha visto a diferença em relação a Verstappen cair de 5 para 2 segundos, e poderia voltar à frente caso antecipasse sua parada. Foi então que a Red Bull reagiu rapidamente e chamou o holandês aos boxes para trocar os pneus intermediários pelos de pista seca.
“Acabou sendo a volta certa de parar, mas minha volta de saída dos boxes foi meio assustadora porque eu sabia que tinha de forçar. Lewis com certeza pararia na volta seguinte, e eu não podia perder tempo”, revelou Verstappen após a prova.
Hamilton parou mesmo na volta 28, mas o pitstop da Mercedes foi lento e a volta de Verstappen com pneus slick em uma pista ainda úmida foi bem mais veloz que a do próprio inglês, e ele manteve a ponta.
A briga, no entanto, não pôde ser vista com uma condição de pista bem diferente na segunda metade da prova. Isso porque Hamilton cometeu um erro, saiu da pista, foi parar em nono e fez uma prova de recuperação a partir daí, escalando até a oitava posição no final, enquanto Verstappen controlou o ritmo na ponta.
Se, por um lado, Hamilton disse acreditar que a Mercedes melhorou o comportamento do carro, ele também entende que as temperaturas mais baixas em Imola podem ter ajudado, assim como a aderência maior do asfalto do circuito Enzo e Dino Ferrari em relação à pista do Bahrein.
“A janela para fazer esse carro funcionar é muito, muito pequena. Mas melhoramos em todos os sentidos”, contou Hamilton. “Mas acho que a Red Bull ainda está mais rápida. Na classificação, definitivamente, e, na corrida, acredito que eles também tenham uma vantagem”.
Com duas corridas disputadas, a Mercedes já percebeu que tem um carro melhor na corrida do que na classificação em comparação com a Red Bull, mas o que está mais claro é que Hamilton e Verstappen estão prontos para uma batalha que há muito esperavam.
“É ótimo estar lutando contra Lewis e contra a Mercedes, que têm sido tão dominadores e uma equipe tão difícil de ser batida. Então estar aqui [entre os dois primeiros] nas duas primeiras corridas significa que estamos muito competitivos. É muito promissor”, disse o holandês, que pela primeira vez se vê em posição de lutar pelo título, e logo contra um piloto que quebrou praticamente todos os recordes na F1.
“Estou empolgado por essa batalha”, disse Hamilton. “Pela primeira vez em muito tempo a Red Bull tem um carro com que pode lutar pelo título, então será uma batalha apertada por todo o ano.”
No momento, por causa da volta mais rápida que marcou no último domingo (18), Hamilton lidera o campeonato com um ponto de vantagem.

As informações são da Folhapress

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