‘Nuvem de poeira’ cobre veículos e atrapalha tráfego na TO-335, norte do Tocantins


Trecho de 35 quilômetros, entre Colinas do Tocantins e Palmeirante, é alvo de reclamações por parte dos motoristas. Centenas de veículos passam na rodovia diariamente, uma importante via para o escoamento de produção. Nuvem de poeira atrapalha passagem de motoristas pela TO-335
Ao trafegarem pela TO-335, que liga Colinas do Tocantins a Palmeirante, norte do estado, os veículos são encobertos pela poeira. Boa parte do trecho está em péssimas condições. A nuvem de pó dificulta a visibilidade dos motoristas e oferece perigo.
A rodovia é um importante trecho para escoamento de grãos e o principal acesso ao pátio multimodal da ferrovia Norte-Sul. Diariamente, passam centenas de veículos entre carros de passeio e caminhões, mas a falta de manutenção da via tem preocupado. Hoje, o perigo acompanha quem passa pela estrada.
“Nós queremos expor o problema da TO-335, uma das mais importantes do estado do Tocantins. A gente pede encarecidamente que o governo do estado tome providências urgentes. Olhe para a TO-335, que precisa ser construída, não reformada, mas construída”, disse o motorista Jair Mota.
Nesse mês de abril, um homem, de 61 anos, que dirigia uma picape, morreu após bater de frente com uma carreta. Outro acidente na mesma estrada, entre dois caminhões, provocou a morte de um dos condutores.
Nuvem de poeira atrapalha visão de caminhoneiros na TO-335
Reprodução
“Vim aqui trazer minha indignação com a TO-335, eu conheço ela há uns 10 anos, nunca fizeram um serviço bom, não temos uma rodovia viável para o escoamento da produção, que só aumenta no Tocantins e estados vizinhos”, afirmou o motorista Diego Lizandro.
O trecho é de apenas 35 quilômetros. Nos lugares que ainda há asfalto, houve um trabalho de tapa-buracos. No resto da pista, foi colocado cascalho, um trabalho realizado pelas prefeituras de Colinas e Palmeirante, mas não resolveu o problema.
Em nota, a Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto) disse que está fazendo o revestimento primário no trecho da TO-335 e que desde o ano passado, mantém uma equipe permanente de manutenção no local, mas que diariamente essa rodovia recebe cerca de 900 caminhões-bitrem, carregados de grãos. E isso, junto com a chuva, acaba degradando o pavimento, que não foi projetado para suportar esse tráfego intenso.
A Ageto ainda disse que está elaborando o projeto para captar recursos, reconstruir a rodovia, adaptando ao tráfego de caminhões pesados, só não informou quando essa captação vai acontecer.
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