Caso Henry: polícia encontrou câmera no quarto do menino

A Polícia Civil encontrou uma câmera de monitoramento ainda na caixa no quarto de Henry Borel, 4 anos, morto no dia 8 de março. O equipamento foi citado pela mãe do menino, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, depois que ela recebeu uma videochamada em que ele e sua babá narraram agressões do médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido).

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Monique já havia comentado com a babá de Henry, Thayná Ferreira, sobre a hipótese de colocar uma câmera discreta no quarto do garoto. Thayná contou que Henry dizia ser ameaçado pelo padrasto, o vereador Dr. Jairinho: “[Jairinho] fala que não pode contar, que ele perturba a mãe dele, que tem que obedecer ele”. No fim, sugere que Monique chegue de surpresa algum dia para flagrar o namorado, e a mãe responde que quer instalar uma microcâmera.

Relembre parte da conversa:

16:49 THAYNÁ: Já sei o que a gente pode fazer
16:50 MONIQUE: O que
16:50 THAYNÁ: Você um dia falar que vai demorar na rua
16:50 THAYNÁ: E ficar aqui em algum lugar escondida
16:50 THAYNÁ: Ou lá em baixo
16:50 THAYNÁ: E chegar do nada
16:50 MONIQUE: Ele foi pro nosso quarto ou o do Henry?
16:50 THAYNÁ: Para o seu quarto
16:51 MONIQUE: Eu vou colocar microcâmera
16:51 THAYNA: E sempre no seu quarto
16:51 MONIQUE: Me ajuda a achar um lugar
16:51 MONIQUE: Depois eu tiro
16:51 THAYNÁ: Meu padrinho instala câmeras
16:51 THAYNÁ: Tem até empresa de câmera
16:51 MONIQUE: Mas tem que ser imperceptível
16:51 THAYNÁ: Porque não tá normal
16:51 MONIQUE: Vdd
16:52 MONIQUE: Vai me avisando se ele falar alguma coisa
16:52 THAYNÁ: E eu tenho medo pq cuido dele com muito amor e tenho medo até dele cair comigo. Aí não sei o que Jairinho faz quando chega, depois ele tá machucado sei lá
16:52 THAYNÁ: Tá bem
16:52 MONIQUE: Tô aqui de olho no telefone
16:52 THAYNÁ: Tá bem

Habeas corpus negado

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou mais um pedido de habeas corpus para Jairinho e Monique. É o segundo pedido feito desde que o casal foi preso, no último dia 8 de abril.

Ao negar o habeas corpus, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do TJRJ destacou que prisão temporária é cabível “quando imprescindível para as investigações do inquérito policial”.

Jairinho e Monique são suspeitos de envolvimento na morte de Henry Borel, 4 anos, filho de Monique. O caso é investigado desde o óbito do garoto, no dia 8 de março, e os desdobramentos têm indicado participação do casal no caso. A Polícia Civil ainda colhe depoimentos de pessoas próximas à família.

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