Pesquisa do IBGE mostra que internet chega a quase 75% dos lares tocantinenses


Levantamento identificou ainda que celulares são cada vez mais usados, enquanto microcomputadores e tablets se tornaram menos populares. Dados são de 2019, mas só foram divulgados nesta quarta-feira. Acesso à internet cresceu no Tocantins
Jefferson Rudy/Agência Senado
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de domicílios tocantinenses com acesso a internet era de 74,6% em 2019. O número teve rápido crescimento nos quatro anos anteriores, já que em 2016 o total era de apenas 61,9%, mais de 12 pontos a menos.
O acesso a internet tem avançado rapidamente em todo o país e uma pesquisa do mostra que o Tocantins também segue esta tendência. Os dados foram coletados em 2019, mas divulgados apenas nesta quarta-feira (14) por causa do tempo de totalização, que normalmente é longo em pesquisas deste tipo.
O equipamento mais popular para navegar na rede no estado, segundo o levantamento, é o celular, que também está sendo cada vez mais utilizado. O número de moradores que Tocantins que tem este tipo o aparelho subiu de 74,4% para 78,2%, no período. Por outro lado, houve queda no índice de domicílios com telefone fixo: de 13,2% para 10,2%.
Os microcomputadores e celulares se tornaram menos populares para acessar a internet. Entre os moradores que utilizam a redes, 99,8% disseram usar o celular para navegar, enquanto apenas 31,6% usam microcomputadores e apenas 7% tablets.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad TIC).
Entre os 25,4% de domicílios que ainda não estavam conectados à rede em 2019, três motivos foram apontados como os principais para a falta de acesso: falta de interesse em acessar (33,6%), nenhum morador sabia usar a internet (22,9%) e serviço de acesso era caro (20,7%). Em outras 15,9% das residências os moradores disseram que não havia disponibilidade de rede na área do domicílio e em 4,8% a justificativa foi o alto custo do equipamento eletrônico para conexão.
Os pesquisadores do IBGE conseguiram ainda relacionar a renda familiar ao acesso à internet e também à TV por assinatura. O rendimento médio per capita dos domicílios em que havia utilização da internet (R$ 1.146) era quase o dobro do rendimento dos que não utilizavam a rede (R$ 620). Por sua vez, a renda per capita nos lares com acesso à televisão por assinatura chegava à média de R$ 2.105, bem mais que o dobro dos que não possuíam o serviço (R$ 862).
O percentual de lares que têm aparelhos de TV estava em 91,6% em 2019. Segundo a pesquisa, houve aumento significativo no número de moradores que acessavam a internet pela televisão, de 6,0% em 2016 para 15,2% em 2019.
O processo de implantação do sinal digital para acesso aos canais de televisão aberta em substituição ao analógico, transmitido por antenas terrestres, ainda estava em andamento em 2019. A PNAD TIC mostra que naquele ano, 75,3% dos domicílios tinham conversor (integrado ou adaptado na TV) para receber o sinal digital. Em 2016, eles contabilizavam apenas 55,8%.
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