Quase todos os afogamentos no Tocantins são de homens e mais de 80% das vítimas não sabiam nadar


Levantamento foi feito pelo Corpo de Bombeiros nos 19 casos registrados desde o começo de 2021. A corporação alerta que comportamentos de risco têm piorado esta estatística. Bombeiros durante buscas por homem que se afogou em cachoeira
Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins
O Corpo de Bombeiros do Tocantins divulgou nesta terça-feira (13) um levantamento sobre o perfil das vítimas de afogamento no estado e as principais causas para os acidentes. O documento revela que praticamente todas as mortes do tipo ocorridas em 2021 têm homens como as vítimas, foi o caso de 18 dos 19 registros. Em mais de 80% das situações, os óbitos são de pessoas que não sabiam nadar.
O relatório foi preparado porque houve aumento na quantidade de mortes do tipo no primeiro trimestre deste ano. Enquanto em 2020 houve 14 óbitos nos rios e lagos tocantinenses nos primeiros três meses, em 2021 já são 19 casos do tipo. O ano passado terminou com 73 mortos por afogamento ao longo dos 12 meses e os Bombeiros afirmam que a perspectiva para 2021 não é de melhora.
“Nossa linha de tendência, em relação ao restante do ano, a situação é bem negativa”, disse o gerente de monitoramento da Defesa Civil Estadual, major Antônio Luiz Soares da Silva.
Afogamento foi registrado em Paranã, na região sudeste do Tocantins, em março
Divulgação/Corpo de Bombeiros
Além de não saberem nadar, parte das pessoas envolvidas em situações do tipo adotam comportamentos de risco, segundo os Bombeiros. Nos casos de 2021, 55% das vítimas de afogamento estava alcoolizada e 55% entraram na água em áreas com forte correnteza.
“As pessoas entram na água, em local com correnteza, que elas não conhecem a profundidade”, afirma o Major Soares. “Muitas vezes elas não têm habilidade com a natação, se aventurando nesse tipo de comportamento de risco. É importante que as pessoas não se aventurem. Evitem esse comportamento de risco, fazendo travessias, nadar se afastando da margem, saltar de elevações ou entrar onde se conhece”.
Apenas desde o último domingo (11) houve registro de duas mortes por afogamento. No distrito de Taquaruçu, em Palmas, Jânio Cândido da Silva morreu aos 33 anos após escorregar de uma pedra e cair no fosse de uma cachoeira. No loca a correnteza é forte e por isso o corpo dele levou 24 horas para ser localizado.
Já na madrugada desta terça-feira (13), um adolescente de 13 anos que ainda não teve o nome divulgado morreu afogado em uma represa de Araguaína, no norte do Tocantins. Testemunhas relataram que o menino estava tomando banho junto com outros adolescentes e teria tentado atravessar o lago, mas não conseguiu e afundou.
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