Um cheque com juros negativos

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Inicialmente, esse título pode não fazer tanto sentido. No entanto, vivemos o momento de ver nascer o SPAC, sigla para Special Purpose Acquisition Company (veículo de propósito específico de aquisição), informalmente conhecido como IPO do ‘cheque em branco’. Uma proposta alternativa de ganhos mais rápidos do que o mercado tradicional e que tem se desenvolvido nos últimos anos.

Sabemos que, em qualquer lugar do mundo, a confiança de que os processos de organização do sistema financeiro irão propiciar o retorno dos investidores é o alicerce para permitir a ordem para que países, empresas e instituições façam captação de recursos. Lá em 2008, quando os investidores perderam a confiança ao verem bancos irem à falência, presenciamos o esforço dos bancos centrais mundiais ao injetar dinheiro na economia para restabelecer a normalidade e recuperar os créditos dos poupadores.

Neste momento, é oportuno lembrar que isto custou ao governo dos Estados Unidos o montante de US$ 85 bilhões para resgatar a gigante de seguros AIG e ainda criou o Tarp (Programa de Alívio de Ativo Problemático, na sigla em inglês), que serviu para salvar o sistema bancário, assinando um pacote de US$ 700 bilhões.

Este socorro foi o primeiro movimento que deixou o mundo inundado de dinheiro e, para controlar a inflação, surgiram as taxas de juros negativas. A consequência foi um fluxo de recursos para o mercado de ações e para empresas de tecnologia, simpaticamente chamada de Startups.

A tendência de abundância de recursos, o número de empresas realizando abertura de capital de empresas disparou. E este ambiente estimulante para novos produtos de captação está culminando no Spac, citado no início deste texto. Nessa modalidade, os investidores confiam na capacidade dos gestores em encontrar boas oportunidades de investimento, num prazo de 24 meses, e com o dinheiro disponível no caixa, os gestores buscam uma companhia para fazer o investimento e tornar a empresa de capital aberto.

Este ano, já foram realizados 248 IPOs, o que movimentou US$ 96,6 bilhões em emissões. A novidade é que os recursos são conquistados sem que a empresa seja listada na bolsa de valores. O prêmio para o investidor é entrar antes numa aposta com alto potencial de valorização.

A lucratividade do Spac nasce por ele se tornar acionista minoritário com cerca de 20% das empresas investidas e com a capacidade econômica de realizar um aporte de US$ 200 milhões, pois esta é a média de arrecadação dos Spacs.

No final, podemos afirmar que o Spac é uma alternativa mais rápida do que as ofertas públicas tradicionais, leia-se IPO, para caminho tradicional que uma empresa segue para captar recursos no mercado de capitais. Além de ter um trâmite regulatório menor e o investidor confiar na capacidade do gestor de achar boas empresas, bem geridas e com alto potencial de lucratividade.

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