Após ter corpo queimado por criminosos, jovem se torna digital influencer e ajuda mulheres a melhorar autoestima


Crime em Palmas aconteceu em 2010, quando Thaís Soares tinha só 18 anos. A mulher usa as redes sociais para incentivar o amor próprio: ‘estou levando esperança’ Thaís se tornou influenciadora digital após ser queimada em Palmas
Divulgação/Arquivo pessoal
Thaís Soares, que sofreu queimaduras de terceiro e quarto graus após ter sido amarrada e estuprada por criminosos, em Palmas, se tornou influenciadora digital. Mesmo carregando marcas físicas e psicológicas, ela ajuda mulheres a melhorar a autoestima. “Me chamam de fenix e estou levando esperança para as pessoas”, disse Thaís. (Veja o vídeo abaixo)
O crime aconteceu em 2010, quando ela tinha só 18 anos. A jovem foi encontrada com ferimentos gravíssimos, na Arse 62, antiga 606 Sul. Ela tinha acabado de descer em um ponto de ônibus e ia para um curso de radiologia. No caminho ela foi abordada por dois homens que desceram de um carro e começaram as agressões.
Na época, quando acordou, percebeu que estava sendo queimada viva. Thaís foi socorrida e quase perdeu as duas pernas. Além das lembranças da agressão brutal, ela ainda sofre algumas sequelas.
“Eu perdi bastante movimentação do meu pé esquerdo, porque ele queimou bastante. Eles [médicos] até queriam amputar minhas pernas. O psicológico foi o que mais afetou, por eu ter sido abusada sexualmente também”, disse.
Após ter corpo queimado, digital influencer ajuda mulheres a melhorar autoestima
Thaís acredita que viveu um milagre. “Graças a Deus, contrariando toda a ciência e a medicina, estou bem, lúcida, orientada. Consigo andar sozinha. Nas minhas pernas foram queimaduras de terceiro e quarto grau, então não era para eu estar andando, pela gravidade da queimadura”, conta.
Uma década depois, ela faz questão de ajudar quem passa por momentos difíceis. Atualmente a mulher usa as redes sociais para compartilhar a história de vida e incentivar o amor próprio.
Ela tem mais de 50 mil seguidores e, com frequência, recebe mensagens de agradecimento de todas as partes do Brasil.
“Por causa das cicatrizes, eu não tenho vergonha delas e estou tentando ajudar o máximo que eu posso. Se eu quero usar shorts, eu uso, se quero colocar um biquíni. Isso não vai me fazer ser menos bonita”, explicou.
A mulher também formada na área de estética e se realiza ao ver mulheres se sentindo mais confiantes.
“Hoje sou esteticista e continuo estimulando as pessoas a se amarem”, disse Thaís.
Jovem sofreu queimaduras de terceiro e quarto graus em Palmas
Divulgação/Arquivo pessoal
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