Preços das verduras e hortifrútis aumentam nos mercados de Palmas


O quilo da batatinha pode ser encontrado a quase R$ 8, segundo pesquisa do Procon realizada na última segunda-feira (15). Período chuvoso influencia no valor dos produtos. Veja quais fatores têm influenciado para o aumento no preço do hortifrúti no Tocantins
A comida do tocantinense está cada vez mais salgada. É que os preços das verduras e hortifrúti estão nas alturas. Vários fatores influenciam nessa alta, como por exemplo, o período chuvoso e a variação do dólar.
O quilo da batatinha, segundo pesquisa do Procon realizada no dia 15 deste mês, é vendido a quase R$ 8 em Palmas. No mesmo período do ano passado, o produto era comercializado a R$ 3,99, preço mais alto.
Já o quilo da cebola beira os R$ 7. Enquanto no ano passado, não chegava nem a R$ 3,65. O alho pode ser encontrado a R$ 27,99, sendo que em fevereiro de 2020, o maior preço era R$ 25,99.
“Para mim, está tudo caro, não tem para onde ir. A gente escolhe, escolhe, mas sempre está caro. As verduras principalmente”, disse o operador de máquinas José Soares.
Preço da batata pode chegar há R$ 7,99 nos supermercados de Palmas
Reprodução
Está caro para o consumidor e para quem vende também. “A verdura sempre tem variação ao longo do ano. Alguns produtos devido às questões climáticas, outros devido à safra e entressafra. É difícil porque se tem aumento, a gente termina repassando para o consumidor”, afirmou o empresário Charles Humberto.
O Centro de Abastecimento de Palmas (Ceasa) ajuda a evitar que os preços fiquem ainda mais altos. Por mês, passam pelo local entre 8 e 10 mil toneladas de alimentos. Mas, como parte desses produtos, vem de outros estados, como Goiás e Minas Gerais, a logística é um obstáculo.
“Os produtores vêm, cada vez mais, usando tecnologias de produção para minimizar essas questões de produção, buscando elevar produtividade e produzir produtos com qualidade”, destacou o diretor de agrotecnologia da Seagro, Fernando Garcia.
O produtor rural Marcos Ribeiro que trabalha com frutas, verduras e hortaliças no formato delivery, investiu em cultivo no projeto São João, município de Porto Nacional. Na avaliação dele, além do clima, outros fatores têm contribuído para a produção ficar cada vez mais cara.
“Os insumos da agricultura são dolarizados, então com o dólar muito alto, todos os insumos estão muito caros para a gente. Fora a quantidade de mão de obra que se necessita. No período chuvoso, nós temos grande infestação de plantas indesejáveis. Então, acaba se gastando muito com capina e tratos culturais para manter a roça limpa”.
Mas, tem dicas para reduzir prejuízos na hora da produção e evitar que os preços aumentem tanto. “A fórmula mais eficiente é a cobertura com a lona plástica transparente, mas existem paliativos, como a caixa d’água com água sanitária para a desinfecção”, afirmou o engenheiro agrônomo Alberto Saback.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

Leia matéria na íntegra no Portal G1 Tocantins

reporter1

Repórter 1 é um agregador de notícias, um robô que captura automaticamente posts em sites, blogs e grandes portais, economizando seu tempo. Aqui você encontra o caminho mais curto para informações e opiniões relevantes que estão na internet.