Tocantins registra 10 casos de mormo em um mês e amostras de animais com a doença são enviadas a laboratório em MG


Foi preciso fazer necropsia em animais sacrificados para coletar o material. Pesquisa quer saber se a bactéria que apareceu no Tocantins é a mesma observada no restante do país. Amostras do material biológico foram enviadas de avião para MG
Luís Otávio/Governo do Tocantins
O Governo do Tocantins informou nesta terça-feira (2) que enviou amostras de material biológico de animais que tiveram mormo no estado a um laboratório em Minas Gerais. O objetivo é colaborar com uma pesquisa para saber se a bactéria encontrada no Tocantins é da mesma linhagem da observada no restante do país. O estado teve 10 registros de mormo apenas no mês de janeiro.
A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) informou que a maior preocupação é em Filadélfia, no norte do estado. Foram oito casos registrados em três propriedades na região. Uma das propriedades desse município já era considerada foco em 2020 e a outras duas há suspeita de que tiveram os equídeos infectados por serem vizinhas. No último sábado, um animal avaliado em R$ 50 mil foi sacrificado com a doença em Nova Olinda.
Para recolher o material biológico que foi enviado ao laboratório foi necessário fazer uma necropsia nos animais sacrificados. Por causa do curto prazo de validade das amostras, elas foram enviadas em um avião até Pedro Leopoldo (MG), onde fica o laboratório. A investigação é coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
“É um trabalho árduo para nossa equipe, de grande risco, que exige também agilidade no envio das amostras em até 48h, mas temos profissionais altamente preparados. Na ação, são coletados nódulos sugestivos da doença no pulmão, fígado ou baço, além de soro”, explica o responsável técnico pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Adapec, César Romero.
A Adapec disse que está se esforçando para conter o surto e que a participação nesta pesquisa é voluntária, por iniciativa da própria agência.
O mormo é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos (asininos, equinos e muares). Neles, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Existe ainda a forma latente (assintomática) na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade. Não há cura para a doença e a única forma de controle é o sacrifício dos animais infectados. A doença pode ser transmitida aos seres humanos.
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