Eduardo Pereira presta depoimento e juiz vai decidir se empresário será levado a júri popular


Duda Pereira, como é conhecido, foi denunciado por envolvimento na morte de Wenceslau Leobas. Interrogatório ocorreu no fórum de Porto Nacional e durou cerca de 1h30. Duda Pereira se apresentou na delegacia de homicídios
Divulgação
O empresário Eduardo Augusto Pereira Rodrigues, conhecido como Duda Pereira, foi ouvido na tarde desta quinta-feira (27) no processo criminal que responde por suspeita de encomendar a morte de Wenceslau Gomes Leobas. O assassinato aconteceu em 2016 em Porto Nacional. Em 2018, o executor do crime foi julgado e condenado a 16 anos de prisão.
O interrogatório ocorreu no fórum de Porto Nacional e durou cerca de 1h30. Duda Pereira respondeu às perguntas do juiz e de seus advogados, mas se recusou a responder os questionamentos do Ministério Público.
Agora será aberto prazo para defesa e acusação fazerem as alegações finais. Depois, o juiz criminal decidirá se o empresário será levado a júri popular. O advogado de Duda Pereira foi procurado e informou que não vai se manifestar neste momento.
O crime
Wenceslau Leobas, que era dono de postos de combustíveis em Porto Nacional, morreu aos 77 anos, após ser baleado no dia 28 de janeiro de 2016 enquanto saía de casa para trabalhar. Ele ficou 17 dias internado, mas não resistiu.
No mesmo dia do crime dois suspeitos foram presos pela polícia. Alan Sales Borges e José Marcos de Lima iriam a júri popular, mas José Marcos foi encontrado morto dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP).
Alan Sales Borges foi julgado em março de 2018 e pegou uma pena de 16 anos de prisão. Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado, por ter dificultado a defesa da vítima e por ter aceitado pagamento para cometer o crime.
Wenceslau Leobas foi morto em Porto Nacional
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Duda Pereira
A denúncia contra Duda Pereira, suspeito de encomendar a morte, foi feita ainda em 2016. O empresário teve a prisão decretada e ficou foragido por quatro meses até que decidiu se entregar em agosto de 2017. Ele ficou preso por cerca de um mês até conseguir um habeas corpus do desembargador Ronaldo Eurípedes.
De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, Wenceslau Leobas, pretendia abrir um posto de combustíveis em Palmas. A intenção era praticar os mesmos preços do combustível vendido em Porto Nacional, abaixo do que é praticado na capital.
Eduardo Pereira teria procurado a vítima para propor um esquema de alinhamento de preços para anular a concorrência e aumentar a margem de lucro, mas o empresário teria rejeitado a proposta. Para os promotores, este foi o motivo que levou Pereira a encomendar a morte de Wenceslau.
Duda Pereira e outro empresário de Palmas chegaram a ser denunciados por suposta formação de cartel. Porém, foram absolvidos pela Justiça em novembro de 2018.
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