Pacientes ficam até 8 meses na fila de espera por cirurgias ortopédicas: ‘vamos morar aqui’

Eles dizem que o governo dá sempre as mesmas justificativas, ou faltam materiais ou médicos. Pacientes e acompanhantes se emocionam ao falar da angústia pela demora na realização do procedimento. Pacientes esperam há meses por cirurgia ortopédica em HGP
Pacientes do setor de ortopedia do Hospital Geral de Palmas se reuniram na noite desta quinta-feira (15) para reclamar da demora na realização das cirurgias. Alguns esperam pelo procedimento há oito meses. Eles dizem que o governo dá sempre as mesmas justificativas, ou faltam materiais ou médicos. (Veja o vídeo)
A dona de casa Maria de Jesus sofreu um acidente e fraturou a perna há seis meses e há três está no HGP, à espera de uma prótese. “Eu me sinto angustiada porque eu sou mãe de três crianças. Eles precisam de mim. A minha filha mais velha entrou em depressão, eu entrei também, agora que estou melhorando”.
A cirurgia da dona de casa Rita de Cássia já foi remarcada duas vezes. “Estou aqui há 63 dias esperando uma cirurgia dos nervos flexores. Eu já fiquei duas vezes de dieta zero para fazer a cirurgia, mas toda vez chega emergência. Isso é um círculo vicioso, porque todo dia chega alguém na emergência. Então, nós praticamente vamos morar aqui”.
Os parentes dos pacientes também sofrem. A dona de casa Maria Damaceno é do interior do Tocantins e está em Palmas para acompanhar o filho internado há quatro meses.
Pacientes falam da angústia pela demora na realização de cirurgias
Reprodução/TV Anhanguera
“Eu me sinto angustiada, triste por ter uma saúde desse jeito, sendo que a gente paga todos os impostos certinhos, a gente não tem condições financeiras, se a gente tivesse condições de pagar particular, a gente não estaria aqui três ou quatro meses esperando. Eu acredito que a cirurgia dele também é emergência”.
O pedreiro Edson Alves, marido de uma paciente, largou o serviço de pedreiro pra cuidar das filhas pequenas enquanto a cirurgia da mulher não é realizada e está enfrentando dificuldades para manter a família.
“Não está fácil, está muito difícil. Minha esposa está para entrar em depressão, toda vez que eu venho, vejo ela chorando e preocupado com os filhos, que estão em casa, são todos pequeninhos”.
A Secretaria Estadual da Saúde informou que os pacientes internados na ortopedia, muitas vezes, precisam de várias cirurgias, prolongando a internação na unidade e que as salas cirúrgicas são liberadas conforme o agendamento. Outras são fixas para casos de urgência e emergência.
A secretaria negou a falta de especialistas, disse que a unidade conta com plantonista todos os dias. Afirmou também que o governo do estado trabalha para solucionar a demora nessas cirurgias trabalhando para liberar as salas cirúrgicas da obra de ampliação do HGP e levando pacientes para operarem no Hospital Regional de Porto Nacional.
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