Hospitais acumulam lixo após Estado suspender contrato com empresa que fazia coleta

Contrato foi suspenso após fiscais encontrarem galpão irregular com quase 200 toneladas de lixo. Estado diz que outra empresa assumiu serviço em parte dos hospitais. Lixo se acumula em hospitais após empresa ter o serviço suspenso
O lixo hospitalar voltou a se acumular em hospitais públicos do Tocantins. Flagrantes de sacos amontoados ou deixados em tonéis foram feitos por equipes da TV Anhanguera nesta quarta-feira (14) em unidades de Gurupi e Porto Nacional. Na última segunda a Secretaria de Saúde do Tocantins suspendeu o contrato com a empresa que cuidava da coleta de lixo de 13 hospitais da rede estadual desde agosto. (Veja vídeo)
No Hospital Regional de Porto Nacional, por exemplo, o lixo hospitalar fica em uma casinha. No local havia tonéis abertos e na sala ao lado estava o lixo comum. Foram encontrados, inclusive, restos de alimentos e vazamento de líquido pelo chão. O diretor geral do hospital não quis dar entrevista.
A empresa Sancil Sanantonio Construtora e Incorporadora LTDA era a responsável por coletar lixo de 13 hospitais do estado, inclusive de Porto Nacional e Gurupi. O contrato foi suspenso depois que fiscais da Prefeitura de Araguaína e a Polícia Civil descobriram um depósito clandestino de resíduos hospitalares em um galpão no distrito industrial de Araguaína.
A Justiça decretou a prisão preventiva do ex-juiz eleitoral João Olinto Garcia, apontado como dono da empresa, e de duas sócias. Eles estão foragidos pela polícia.
A Secretaria Estadual de Saúde afirmou na tarde dessa quarta-feira (14) que uma outra empresa, a Dantas e Cavalcante LTDA, assumiu o serviço que era prestado pela Sancil. Agora, essa firma vai atender as unidades de Palmas, Paraíso, Miracema, Araguaína, Arapoema, Augustinópolis, Pedro Afonso, Xambioá e Guaraí.
Tonéis cheios de lixo se acumulam em hospital de Gurupi
Reprodução/TV Anhanguera
Galpão de lixo
A polêmica envolvendo o lixo hospitalar começou na semana passada, quando um galpão foi encontrado com quase 200 toneladas de lixo hospitalar armazenado de maneira irregular. No galpão deveriam funcionar duas empresas cadastradas no nome do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), filho de João Olinto.
Na segunda-feira (12) um caminhão com lixo hospitalar foi encontrado dentro do terreno do hotel de João Olinto Garcia de Oliveira. O veículo estava no nome da empresa Agromaster S/A, também registrada no nome do deputado estadual.
Na semana passada, fiscais do meio ambiente e a Defesa Civil municipal interditaram o depósito clandestino depois que encontraram seringas, ampolas de remédio e curativos. “Há um potencial risco de contaminação pela quantidade de materiais diversos que se encontram nesse local”, explicou o engenheiro João Guilherme Almeida.
Suspensão do contato
Conforme a Polícia Civil, o lixo encontrado no galpão saiu do Hospital Regional de Araguaína e de outros hospitais estaduais. Após o escândalo, o secretário de Saúde do Tocantins, Renato Jayme, reconheceu que a empresa não tinha capacidade técnica para o trabalho.
O Estado suspendeu o contrato com a Sancil e chamou outra empresa para recolher o lixo dos hospitais em caráter emergencial. Apesar dos danos ambientais e da contratação de uma empresa, pela Prefeitura de Araguaína, para retirar o lixo do galpão irregular, segundo o secretário não houve prejuízos pros cofres públicos.
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