Caso professora Danielle: audiência é suspensa e novas testemunhas serão ouvidas em dezembro

Duas das 14 testemunhas tiveram os depoimentos remarcados. No primeiro dia, 12 pessoas foram ouvidas, incluindo a ex-namorada do médico Álvaro Ferreira, o principal suspeito. Audiência do médico foi suspensa até o dia 11 de dezembro
João Guilherme/Divulgação
A audiência de instrução do médico Álvaro Ferreira, principal suspeito de matar a professora Danielle Lustosa Grohs em Palmas, foi suspensa. Durante a tarde desta segunda-feira (29) foram ouvidas 12 pessoas, entre elas a ex-namorada do médico, Marla Barbosa. Duas testemunhas tiveram os depoimentos remarcados para o dia 11 de dezembro, às 14h. Só após ouvi-las o juiz deve decidir se o caso irá a júri popular ou não.
O médico chegou acompanhado de dois advogados no Fórum de Palmas por volta das 14h. Ele ficou fora da sala de audiências durante a fala de Marla e de uma outra pessoa porque as testemunhas alegaram ter medo dele. Ele se emocionou durante a fala de um agente de polícia que trabalhou no caso e chorou.
O G1 tentou gravar entrevista com o médico na chegada ao Fórum, mas ele não quis falar com a imprensa.
Além de Marla, também foram ouvidos um inquilino de Danielle, um agente de polícia que trabalhou no caso, um detento que dividiu cela com o médico quando ele foi preso por agressão, um homem que trabalhou na casa da professora e o advogado que representa a família da vítima, além de outras testemunhas.
Na entrada do Fórum, a família organizou um protesto com cerca de 10 pessoas. Eles pediam por Justiça.
Danielle Christina Lustosa foi estrangulada em Palmas
Arquivo Pessoal
O caso
O corpo da professora foi encontrado no dia 18 de dezembro de 2017. O médico Álvaro Ferreira é o principal suspeito do crime porque havia sido preso dois dias antes, quando invadiu a casa e tentou esganar a ex-mulher. Mesmo assim, foi solto um dia depois, após audiência de custódia. O Ministério Público chegou a pedir a prisão preventiva dele, mas o pedido foi negado pelo juiz, que determinou a liberdade sem pagamento de fiança.
De acordo com o advogado de Danielle, Edson Monteiro de Oliveira Neto, o ex-marido já havia ameaçado matá-la outras vezes. O advogado informou que chamou a polícia após não conseguir contato com ela durante todo o dia.
O corpo de Danielle foi localizado de bruços na cama. O registro da ocorrência feito pela Polícia Civil aponta que foram encontrados hematomas no pescoço da professora e havia odor característico de urina no short que a vítima vestia. A perícia confirmou que ela foi estrangulada.
A fuga
O médico ficou quase um mês foragido após o crime. Ele foi preso no dia 11 de janeiro em Goiás e levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas no dia seguinte. Ele foi localizado após postar uma selfie em uma igreja nas redes sociais. Enquanto esteve foragido, ele deu entrevistas por telefone e mandou mensagens para a mãe da vítima.
A polícia identificou que ele fugiu primeiro para Salvador, pegou um barco para Morro de São Paulo, viajou para Campinas (SP) e acabou em Goiás.
O médico foi preso enquanto estava no cinema de um shopping em Anápolis. A prisão foi realizada por uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), comandada pelo delegado Pedro Ivo Costa Miranda em parceira com as Polícias Civis de Goiás e São Paulo.
Após ser capturado e preso, o médico ficou menos de dois meses na cadeia. Ele conseguiu o direito a prisão domiciliar após alegar que não poderia ficar preso por problemas de saúde. Depois disso, ele voltou a trabalhar na rede pública.
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