Pesquisa vai mapear casos assintomáticos de Covid em Araguaína e dados serão usados no plano de vacinação


O levantamento será feito na segunda quinzena de janeiro e deve testar 388 moradores que não tenham sido diagnosticados com a doença ainda. Projeto é parceria entre a prefeitura, a UFT e a Aciara. Pesquisa vai mapear casos assintomáticos da Covid-19 em Araguaína
Reprodução/TV Anhanguera
A Prefeitura de Araguaína informou que deve realizar na segunda quinzena de janeiro uma pesquisa que vai ajudar a mapear a quantidade de casos assintomáticos de coronavírus na cidade. O levantamento é importante porque portadores da doença que não apresentam sintomas ainda podem transmitir a Covid-19.
Os pesquisadores devem testar 388 moradores em cinco regiões da cidade. As casas serão escolhidas por sorteio nas áreas em que há maior concentração de pessoas. Apenas quem nunca testou positivo poderá participar. O projeto é uma parceria entre a prefeitura, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Associação Comercial e Industrial de Araguaína (Aciara).
A secretária da Saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia, informou que o resultado ajudará em novas medidas contra a pandemia, inclusive o plano de vacinação. “Além do teste, os agentes aplicarão questionário com as pessoas voluntárias sobre condições socioeconômicas, sintomáticas, contatos que tiveram a doença e outras variáveis que serão cruzadas para identificarmos as tendências de contaminação”.
Araguaína é a única cidade do Tocantins até o momento a anunciar que pretende comprar doses de alguma vacina. No dia 3 de dezembro, o prefeito Ronaldo Dimas (Podemos) publicou um decreto autorizando a compra da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer, em regime de urgência. Segundo o município, a previsão é de que sejam adquiridas 180 mil doses ao custo de R$ 10 milhões. A vacina está sendo usada para imunização no Reino Unido, mas ainda não teve o uso autorizado no Brasil.
O levantamento usa uma metodologia semelhante a aplicada pelo Ibope e pela própria UFT em uma pesquisa realizada a nível nacional no primeiro semestre. A diferença é que o número de pessoas ouvidas neste levantamento é maior, para garantir resultados mais precisos a nível local.
O nível de confiança do estudo, segundo a prefeitura, é de 95%. A pesquisa usará dois testes diferentes, o Elisa, por amostra de sangue e o RT-PCR, que usa uma coleta de mucosa das narinas.
O RT-PCR será realizado pela UFT para medir a carga viral da Covid-19, mesmo em pessoas sem sintomas. Já o Elisa tem financiamento da Aciara e diagnóstico do Laboratório Analisys para avaliar se o morador já teve a presença do vírus no organismo, mesmo sem saber.
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