TO registra mais de 1,5 mil casos de dengue esse ano; semana de combate ao Aedes inicia nesta segunda (30)


Segundo a Secretaria de Saúde do Tocantins, quantidade de casos é bem menor do que o registrado no ano passado, quando 12.051 tocantinenses foram diagnosticados com dengue. Semana Estadual de Combate ao Aedes reforçará medidas que evitam proliferação do mosquito
Nielcem Fernandes/Governo do Tocantins
O Tocantins registrou, desde janeiro, 1.582 casos confirmados de dengue. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, houve uma queda de 87% em comparação com o ano passado, quando 12.051 tocantinenses foram diagnosticados com a doença.
A Semana Estadual de Combate a Aedes inicia nesta segunda-feira (30) e segue até o dia 4 de dezembro. Nesse período, a Gerência de Vigilância das Arboviroses vai intensificar o combate junto aos 139 municípios.
Ainda segundo os dados, até este mês de novembro, foram cinco casos confirmados de zika e 18 de chikungunya. Em todo o ano de 2019, houve 167 diagnósticos para zika e 55 para chikungunya.
Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pela picada do mosquito Aedes Aegypti, cuja população é considerada endêmica no Tocantins. A única forma de evitar essas três doenças é através da eliminação da água acumulada.
Para Cristiane Bueno, bióloga em Saúde e Gerente de Vigilância das Arboviroses essa campanha de combate ao Aedes é um chamamento e alerta muito importante para a população devido ao período propício para a proliferação e transmissão das doenças.
“Mesmo nesse cenário de pandemia a luta contra essas doenças continua e é essencial que toda a sociedade esteja atenta e engajada na eliminação dos possíveis focos do mosquito. Afinal os agentes de saúde não conseguem sozinhos combater o vetor, então é necessário que estejamos unidos no objetivo de mitigar os efeitos das transmissões das arboviroses no Estado”, afirma.
O combate, adotando os métodos de prevenção e cuidado, com relação ao mosquito transmissor, tem que ser feito todos os dias do ano, com ênfase na importância da intensificação dos esforços durante o período de verão, época em que se aumenta a probabilidade de desenvolvimento do mosquito.
De acordo com a secretaria, a mobilização proposta para este ano, devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, não consistirá na realização de atividades que gerem aglomerações, mas as ações serão adaptadas ao contexto atual, com foco especial no controle da proliferação do mosquito transmissor dessas doenças.
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