No TO, 69 eleitores com nome social estão aptos a votar nas eleições municipais


O direito é garantido pela Justiça para travestis e transexuais. Ao todo, 1.035.289 eleitores devem votar este ano; as mulheres são a maioria e representam 50,8%. Nome social poderá ser usado pela primeira vez nas eleições municipais
Nas eleições municipais de 2020, 69 eleitores do Tocantins com nome social estão aptos a votar, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Este é um direito garantido pela Justiça para travestis e transexuais.
Para o fotógrafo Artur Martins, a medida evita constrangimentos e diminui atos preconceituosos contra a comunidade.
“Eu chego lá, vou entregar meu documento, a pessoa olha para mim, para o meu documento de registro e fica todo aquele drama, aí você tem que explicar. Agora não, eu simplesmente entrego o título de eleitor com o nome social que é meu por direito, faço a votação tranquilamente, sem nenhum constrangimento. Para mim, acho que vai ser muito mais fácil”, comemorou.
A técnica de enfermagem Byanca Marchiori foi uma das primeiras pessoas a mudar o nome de nascimento na capital. Ela não vê a hora de usufruir de mais essa conquista. “É necessário respeitar o uso do nome social na eleição de 2020”.
Byanca faz parte do grupo dos 69 eleitores que usarão nome social nas eleições 2020
Reprodução/TV Anhanguera
As eleições municipais estão marcadas para o próximo domingo, 15 de novembro, em todo o país. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o Tocantins foi o único estado do país a apresentar queda no número de eleitores. A queda foi de 0,17% em relação ao ano de 2016, passando de 1.037.063 para 1.035.289 neste ano.
Para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a queda pode estar relacionada com as eleições suplementares. “[Está relacionado] às quatro votações que aconteceram em 2018 no estado do Tocantins. E o eleitor que não votar por três eleições consecutivas e não justificar a sua ausência, ele tem o seu título cancelado”, explicou o secretário de tecnologia da informação do TRE, Valdenir Júnior.
A assistente social Terezinha de Jesus é uma eleitora que, além de cumprir o seu papel de cidadã, cobra que a família faça o mesmo. Ela vota há mais de 45 anos.
“Você votou no seu político aí você pode cobrar alguma coisa dele. Agora, se você não votar em ninguém e vai querer cobrar alguma coisa, não está correto”, opinou ela.
As mulheres são a maioria no eleitorado tocantinense e representam 50,8%. A faixa etária com mais eleitores é entre 25 e 39 anos, o equivalente a 33%.
Dentre os que não têm obrigação de votar, 7% estão acima dos 70 anos e quase 2% têm entre 16 e 17 anos de idade.
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