Polícia Civil prende suspeita de participar da explosão de caixa eletrônico e descobre que grupo queria montar academia


Tentativa de assalto aconteceu no início de outubro em Rio Sono, na região centro-norte. Mulher presa nesta terça-feira é esposa de um dos suspeitos capturados após o crime. Caixa eletrônico foi destruído em Rio Sono
Divulgação/SSP
A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira (10) uma mulher suspeita de envolvimento na explosão de um caixa eletrônico em Rio Sono, na região centro-norte do estado. Ela é esposa de um dos dois criminosos que foram presos horas após o crime. A investigação apontou que o dinheiro seria utilizado pelo grupo para montar uma academia de ginástica na mesma cidade.
A investigação foi realizada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC de Palmas), comandada pelo delegado Eduardo Menezes, e chamada de operação Mãe de Satã.
A explosão do caixa eletrônico aconteceu no início de outubro. A mulher teria participado de toda a preparação para o crime, além de ficar responsável por auxiliar na fuga dos dois assaltantes e ainda ajudaria na lavagem do dinheiro.
A suspeita é profissional de educação de física e, segundo a polícia, o objetivo do grupo era utilizar o dinheiro levado da agência para montar uma academia e dar uma aparência lícita para os valores roubados.
Suspeito mostra explosivos de fabricação caseira; vídeo estava em celular apreendido
Só que o plano do grupo não funcionou. Apesar de explodirem o caixa, na madrugada do dia 3 de outubro, os criminosos não conseguiram levar o dinheiro e fugiram logo depois. Os dois primeiros suspeitos foram presos em uma ação conjunta das polícias Militar e Civil horas após o crime.
O primeiro suspeito, de 26 anos de idade, foi encontrado pela Polícia Militar ainda na noite do mesmo dia. O suspeito de 21 anos foi preso na manhã do dia seguinte.
Na época dos fatos, a polícia encontrou um vídeo no celular de um dos suspeitos. Na gravação, o homem mostra os explosivos fabricados por ele e, ao final, debocha. “Acho que dá para fazer um estrago bom. […] Vai dar certo, o presente do Papai Noel já está pronto”.
O nome da operação faz alusão a um explosivo de alto poder letal que foi utilizado na ação criminosa. O material pode ser fabricado a partir de substâncias de fácil acesso e por isso é um dos mais utilizados por seguidores do grupo extremista autodenominado Estado Islâmico.
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