Vítima de violência que teme ser morta pelo ex-marido recebe apoio médico e jurídico


Mulher conta que já morou em três cidades diferentes para fugir do ex-companheiro. Médica vai ajudar no tratamento de feridas, que apareceram no corpo da vítima. Vítima de violência doméstica recebe apoio médico e legal; confira
A mulher, vítima de violência doméstica, que está há três anos fugindo do ex-marido e teme ser morta por ele, vai receber apoio médico e jurídico. A história da moradora do Tocantins, que preferiu não se identificar, foi contada pela TV Anhanguera e pelo G1 nesta segunda-feira (26). Agora, voluntários buscam apoiá-la a seguir sem medo e com mais qualidade de vida.
A vítima relatou que já morou em três cidades diferentes para escapar do ex-companheiro. “Há três anos, eu sou perseguida pelo meu ex-marido por causa de uma casa que a gente tem. Ele me traiu, acabou tudo o que nós tínhamos e agora ele vive tentando me matar. Eu vivo fugindo, eu não tenho onde ficar, eu estou doente”.
A mulher relata que não tem onde ficar e está doente, com problemas emocionais e físicos. Os pés estão tomados por feridas, que se espalham por outras partes do corpo. “Essa doença me atrapalha muito. Atrapalha arrumar serviço, as pessoas têm preconceito. Pensa que é uma doença que pega”.
Mulher relata agressões e perseguição do ex-marido, mesmo com medidas protetivas
Reprodução/TV Anhanguera
A dermatologista Daniela Bringel conheceu a história da vítima e se dispôs a ajudá-la com o tratamento.
“Fiquei sabendo que ela tem uma doença de pele, que não tem diagnóstico ainda firmado e que isso traz uma baixa auto estima, criando dificuldades, tanto para a sua vida pessoal, quanto profissional. Eu me dispus a ajudá-la a chegarmos a um diagnóstico. Já marcamos uma primeira consulta para essa semana para finalizarmos um diagnóstico e traçarmos um tratamento adequado para ela”.
Uma advogada também se voluntariou e vai ajudar a dar andamento no processo judicial. A vítima relatou que há medidas protetivas a favor dela, mas que o ex-marido não respeita as ordens judiciais.
“E aí dá essa protetiva para não passar 300 metros da gente. Ele não respeita isso. Quando eu estava na casa onde eu morava, que eu saí de lá por causa dele, ele pulava o muro e me agredia. A justiça é falha porque a polícia prendeu e o juiz mandou soltar. Já não é a primeira vez. Quando mata, aí vai para a cadeia”.
Vítima de violência doméstica tem feridas pelos pés
Reprodução/TV Anhanguera
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