Pandemia afeta indústria de confecções e lojistas reclamam das dificuldades em comprar tecidos e roupas


Queda na matéria-prima, como tecidos e elástico, tem impactado nas lojas da capital e, consequentemente, no trabalho de costureiras. Pandemia afeta indústria de confecções; empreendedores reclamam da falta de materiais
A pandemia do novo coronavírus afetou vários setores, incluindo a indústria de confecções. Sem a matéria-prima, lojas de Palmas e costureiras têm reclamado da falta dos tecidos e peças de roupas.
A autônoma Dariana Bindala trabalha com venda de roupas, mas tem tido dificuldades para repor o estoque. Os fornecedores têm praticado preços mais altos, mas a oferta de produtos está mais baixa.
“A gente tem um assessor que faz esse intermédio nessa compra, mesmo eles indo para as filas às 6h, tem vez que eles não conseguem a grade da coleção. Ou quando conseguem chegar para comprar, já esgotou a peça”.
A loja da Gessiane Ferreira está passando por uma situação parecida. “Nos últimos meses, a gente não tem conseguido encontrar fornecedores para nos atender. Os fornecedores que já me atendem não estão conseguindo porque não tem mais material disponível no mercado”.
Lojistas de Palmas relatam dificuldades em comprar tecidos durante pandemia
Reprodução/TV Anhanguera
A representante da Associação das Indústrias de Confecção do Tocantins explica que a falta de matéria-prima para o setor é geral e é mais um reflexo da pandemia na economia.
“Nós tivemos que fazer o distanciamento. Dentro disso, as fábricas pararam a produção e até retomar de novo não é da noite para o dia”, disse a presidente da associação Leila Miranda.
Os preços aumentaram da indústria ao produto final. Mas, mesmo nesse cenário, ainda tem gente tentando segurar os valores para não perder vendas.
Em uma loja em Taquaralto, região sul de Palmas, a estratégia para evitar que os reajustes nos preços chegassem ao consumidor final foi retirar os descontos dados nos pagamentos à vista. Além disso, eles chegaram a limitar a quantidade que os clientes poderiam levar de alguns itens.
A Claudiane Silva trabalha em uma loja de aviamentos e também é costureira. Ela relata que o tecido não foi a única matéria-prima a sentir esse efeito de alta nos preços e queda no estoque.
“Inclusive, cheguei até a enfrentar fila para disputar metros de elástico. Foi um baque muito grande, pegou todo mundo de surpresa e também teve uma grande necessidade na área do elástico”.
A situação não está fácil, mas já caminha para um cenário um pouco mais ameno. Em outra loja da capital, os estoques ainda que menores já estão quase completos. “Antes da pandemia, com 15 dias chegava tecido para mim. Agora, [são] 30, 45 dias para chegar o tecido”.
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