Homem solto durante impasse entre juiz e promotor por uso de máscaras é condenado a 14 anos de prisão, mas vai continuar em liberdade


Francimar Queiroz de Oliveira foi condenado por matar a ex-mulher, Soraia da Paz Costa. Juiz determinou que ele pode recorrer da sentença em liberdade. Julgamento foi realizado em Araguaína
Marcos Filho/Governo do Tocantins
Terminou nesta segunda-feira (26) o julgamento de Francimar Queiroz de Oliveira, acusado da morte da ex-mulher, Soraia da Paz Costa em 2019. O réu foi condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato. Ele foi preso na época do crime, mas acabou solto em setembro após ter a audiência cancelada durante o impasse entre o juiz e o promotor do caso por causa do uso de máscaras durante o julgamento.
Mesmo com a condenação desta segunda, Francimar Queiroz vai continuar solto porque ganhou o direito de ficar em liberdade enquanto recorre da sentença. O julgamento foi em um júri popular. A investigação da Polícia Civil aponta que ele esfaqueou a ex-esposa dentro do banheiro de um bar após ela se recusar a ir embora acompanhada por ele. A condenação é por feminicídio, qualificado, ainda, por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Francimar Queiroz não foi o único réu solto durante o desentendimento entre o promotor de Justiça Pedro Jainer Passos e o juiz Francisco Vieira Filho. O outro preso liberado foi Alessandro Soares Ribeiro, acusado da morte de Valter Alves Muniz após uma discussão numa loja de conveniência. Ribeiro também foi condenado pelo assassinato, mas o júri entendeu que não houve intenção de matar e por isso ele vai cumprir a pena em regime aberto.
Mulher foi assassinada em banheiro de bar
Reprodução/Facebook
Os julgamento só puderam ser retomados após a instalação de uma cabine no local em que a defesa e a acusação fazem a sustentação oral. Foi permitida a retirada da máscara de proteção neste momento das audiências.
Os outros dois julgamentos também chegaram a ser cancelados, mas os réus continuaram presos porque respondiam a outros crimes.
O Ministério Público recorreu da condenação por homicídio culposo de Alessandro Soares e disse que também vai recorrer da permissão para que Francimar Queiroz recorra em liberdade. Os dois casos foram julgados na primeira instância e devem ser encaminhados para o Tribunal de Justiça do Tocantins.
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