Cerca de 40% dos bares e restaurantes de todo estado estão fechados e sem previsão de reabrir


Segundo a associação que representa o setor, mais de 1 mil empregados foram demitidos apenas em Palmas. Na capital são cerca de 250 estabelecimentos que não reabriram. Mesmo com a flexibilização 40% dos bares e restaurante no TO continuam fechados
Mesmo com a flexibilização das medidas de prevenção ao coronavírus em grande parte do estado, cerca de 40% dos bares e restaurantes seguem fechados. Segundo a associação que representa o setor, mais de 1 mil empregados foram demitidos em Palmas durante a pandemia. (Veja vídeo)
Na capital são cerca de 250 estabelecimentos que não reabriram durante a pandemia. Durante os quase sete meses da pandemia foram muitos os impactos. Só no restaurante do Eduardo Zonta, por exemplo, ocorreram 12 demissões.
“A alternativa que a gente encontrou foi locar o espaço […] Vamos transformar em duas lojas. E nós estamos trabalhando com inhoque no delivery, sábado e domingo. Hoje estou com equipe reduzida, só eu e mais uma pessoa fazendo essa produção”, disse o chefe de cozinha.
O número de cozinheiros, auxiliares e garçons desempregados em Palmas chega a 1,2 mil. Segundo a Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel), a queda no faturamento das empresas chegou a 80%.
Mesas vazias em restaurante de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
Mesmo com decretos que permitem a retomada das atividades, muitos estabelecimentos não têm previsão para voltar a funcionar com atendimento presencial. O Daniel Oliveira, por exemplo, não viu vantagem em reabrir o restaurante, pois o diferencial dele é a música ao vivo e os drinks.
“Por ser um restaurante que a pessoa vêm para apreciar um bom vinho, comer uma boa comida, um bom ambiente, uma boa música, a gente crê que precisa de mais tempo para a pessoa permanecer no estabelecimento e então teria que ter pelo menos até meia-noite e voltar o consumo de bebidas”, disse o empresário.
Um meio de reduzir as perdas seria um bom planejamento.
“Se é um estabelecimento que consegue fazer uma negociação com fornecedores, consegue ter um controle de custos reduzido pode ser interessante arriscar e reabrir as portas de forma limitada, respeitando o decreto. Mas se é um estabelecimento onde os custos comprometem, a gente vê o aumento dos insumos nesse seguimento. Então se o custo compromete muito o funcionamento dele e é complicado manter estrutura aí talvez pode ser interessante segurar mais um pouco a abertura ou até mesmo fechar”, explicou o administrador Denniego Araújo.
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