Cadela fica ferida e passa por cirurgia após ser atacada por pitbull em Palmas: ‘dilacerou a barriga inteira’


Esse é o segundo caso registrado na capital em menos de uma semana. Na última quarta-feira, a advogada Marina Galvão imobilizou um piltbull para proteger a cadela Pagu. Cadela é atacada por pitbull em Palmas e precisou passar por cirurgia
Mais um ataque de pitbull foi registrado na capital. Desta vez, a vítima foi a cadelinha Judite. Aos 14 anos e cega, ela foi mordida na barriga e precisou passar por cirurgia. Este foi o segundo caso em menos de uma semana. O outro aconteceu na última quarta-feira, quando a advogada Marina Galvão precisou imobilizar um cão de grande porte para proteger a Pagu, cadela da raça pug.
O ataque à cadelinha Judite foi registrado no último fim de semana. O técnico em telecomunicações Lourival Guedes passeava com o animal de estimação, quando foi surpreendido. O homem teve ferimentos leves.
“Eu como estava com a coleira de peito e a guia, trouxe-a no meu peito e virei de lado para proteger a cachorra. Só que o pitbull veio, agarrou na barriga dela e dilacerou a barriga dela inteira”, relatou.
Foram mais de 10 pontos na barriga da Judite, mas ela se recupera bem. A preocupação do morador da capital é com outros casos que podem acontecer com outras pessoas.
“Tem senhores que 6h da manhã passeiam com cachorrinhos do porte da Judite. Será que eles vão ter força para se proteger, proteger a cachorra. Eu não acho que seja culpa do pitbull, acho que é uma falta de educação dos donos, falta de conhecimento, ignorância”, disse Lourival.
Cadelinha Judite precisou fazer cirurgia após ser mordida na barriga
Reprodução/TV Anhanguera
Na quarta-feira passada, a advogada Maria Galvão passeava com a cadela Pagu na Arso 42, antiga 405 Sul, onde vive em Palmas. Imagens mostram o momento em que um pitbull aparece e, com a boca, consegue puxar e arrastar Pagu, que estava no colo de Marina.
A advogada, então, começa a imobilizar o cachorro para salvar a pug. Momentos depois, enquanto Marina segurava o pitbull, um vizinho percebe a movimentação e consegue pegar a cadelinha e levar para casa.
Em pouco tempo o cachorro se soltou e entrou na residência do vizinho, para onde a cadelinha tinha sido levada. Segundo Marina, na casa também estavam algumas crianças. O homem conseguiu tirar o cachorro da casa e o animal voltou para a rua.
Desde 2005, está em vigor uma lei estadual que dispõe sobre a permanência e circulação de cães em vias públicas. Entre as regras estão, o horário do passeio com o cachorro, a condução do animal e também o uso de focinheira. Se a norma for descumprida, os responsáveis são penalizados. Em caso de ataque, a punição pode ser ainda mais severa.
“A pessoa pode ou não representar criminalmente isso aí. Mas se chegar até nós, nós pediremos providências para o poder público municipal e para o Ministério Público cobrar isso aí. O Ministério Público, que é o fiscal da lei, deve cobrar do município ações nesse sentido”, disse o presidente da Comissão de Defesa de Direitos Animais da OAB, Ademir Teodoro Oliveira.
A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins disse que o dono do animal é responsável pelos danos causados por ele seja na esfera cível ou criminal, dependendo do caso. O registro do boletim de ocorrência pode ser feito na delegacia especializada de repressão às infrações de menor potencial ofensivo. Ainda segundo a SSP, é importante que as pessoas denunciem pela delegacia virtual ou pelo Disk denúncia no número 197.
A produção da TV Anhanguera também questionou o Ministério Público Estadual, que deve se manifestar em breve.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

Leia matéria na íntegra no Portal G1 Tocantins

reporter1

Repórter 1 é um agregador de notícias, um robô que captura automaticamente posts em sites, blogs e grandes portais, economizando seu tempo. Aqui você encontra o caminho mais curto para informações e opiniões relevantes que estão na internet.