Veículos do Exército enviados de Brasília chegam ao TO para ajudar no combate aos incêndios


Reforço foi solicitado pelo comando do Exército e vai auxiliar brigadistas do IBAMA a monitorar focos nos parques de preservação ambiental. Vídeo mostra momento em que incêndio se espalha por mato e se aproxima de hospital e casas
Veículos e militares enviados de Brasília para ajudar no combate aos incêndios chegaram ao Tocantins neste sábado (3). O reforço foi solicitado pelo comando do Exército e vai auxiliar os brigadistas do Ibama e do ICMBIO a também monitorar os focos nos parques de preservação ambiental.
“Ainda há riscos e esse risco é efetivamente grande pelo tamanho da seca. Nós temos esses nossos brigadistas aqui, em termos de pessoal nós estamos preparados e esse reforço permite essas ações de longo alcance”, afirmou o comandante do Exército, coronel Carlos Gabriel Brusch.
Imagens aéreas mostram grandes áreas do cerrado destruídas pelo fogo. A região sul do estado, perto da divisa com Goiás, queima há duas semanas.
Um vídeo mostra que em Alvorada, um trator teve que arrebentar a cerca para o gado fugir das chamas. Várias propriedades foram atingidas pelos incêndios.
‘Se alastrou rapidamente, foi queimando, não conseguiu atalhar nem nos vizinhos, o fogo estava indo parece que de galope, não tem como você conseguir apagar o fogo, uma hora da tarde com um vento desses”, lamentou o produtor rural José Salmazo.
Veículos do Exército chegam ao Tocantins para ajudar no combate às queimadas
Reprodução/TV Anhanguera
Imagens feitas em Dianópolis, sudeste do estado, mostram um incêndio se alastrando por um matagal até atingir uma área perto de casas e do hospital da cidade. O pátio da unidade ficou tomado pela fumaça. (Veja o vídeo acima)
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Tocantins passou dos 9 mil focos de queimadas. O fogo continua se espalhando principalmente por propriedades rurais.
“O alimento do gado foi consumido pelas chamas, prejuízo ambiental também, para os animais né, com certeza é incalculável”, disse o produtor Valderi Rovani.
Na Ilha do Bananal, o fogo que devastou a região, está controlado. Mas colocou em risco uma área onde há registros de indígenas isolados. O Ministério Público Federal vai investigar a origem dos incêndios.
“Nós já enviamos oficio ao ICMBIO no sentido de identificar o local exato onde surgiram esses focos de incêndios e apurar de quem é a responsabilidade. Nós vamos exigir que o ICMBIO autue as pessoas que tenham colocado fogo para renovar as pastagens”, disse o procurador da República, Alvaro Manzano.
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