OMS exalta resposta da Itália a pandemia

Através de um vídeo de quatro minutos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) exaltou as ações de enfrentamento à pandemia realizadas pela Itália.

“Governo e a comunidade, em todos os níveis, reagiram fortemente e inverteram a trajetória da epidemia com uma série de medidas baseadas na ciência”, ressalta trecho do vídeo.

A gravação também cita algumas das ações tomadas pelas autoridades do país para conter o avanço da Covid-19. Entre essas medidas, destacam-se a instituição de “zonas vermelhas” nas cidades que registraram os primeiros casos de transmissão interna no país, ainda em fevereiro, e a decretação de um rígido lockdown nacional, válido de 10 de março a 18 de maio.

Além disso, a OMS destaca a responsabilidade dos cidadãos italianos e o trabalho de operadores sanitários. “A Itália mostrou que a trajetória da epidemia pode ser revertida com comprometimento, coordenação e comunicação entre governo e comunidades, com um sistema público de saúde resiliente e seguindo respostas baseadas na ciência”, diz a OMS.

O vídeo foi postado nas redes sociais da OMS e, posteriormente, foi divulgado pelas autoridades italianas, como o primeiro-ministro Giuseppe Conte. O país chegou a ser o mais atingido pela pandemia em todo o mundo entre março e abril e acumula 304.323 casos e 35.781 mortes.

Os registros de novos casos ainda sobem no país, mas estão longe do que foi notificado no pico da pandemia, quando a Itália registrava cerca de 6 mil casos e 900 falecimentos por dia. Na última quinta (24), segundo o Ministério da Saúde, foram 1.786 diagnósticos positivos confirmados e 23 mortes.

Por outro lado, críticos ao governo apresentaram ao Ministério Público dezenas de denúncias contestando as medidas das autoridades no início da crise.

Os denunciantes questionam motivo de não ter sido decretado um lockdown imediato no Vale Seriana, principal foco de disseminação na província bergamasca.

A ação também coloca em pauta a suposta falta de informações para os pacientes e parentes sobre os riscos de infecção, especialmente no início da pandemia; a ausência de dispositivos de proteção em hospitais; e a escassez de médicos para a gestão domiciliar de doentes sem necessidade de internação.

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