Mais de de 5 mil microempresas são abertas no Tocantins durante a pandemia


Segundo o Sebrae, novos negócios foram abertos por pessoas que ficaram desempregadas e estavam em busca de uma nova fonte de renda. Cinco mil pequenas empresas são abertas no Tocantins durante a pandemia
Mais de cinco mil microempresas foram abertas no estado durante a pandemia. Para o Sebrae, esse foi o jeito que o tocantinense encontrou para espantar a crise.
O desemprego não segurou os planos da Poliana Lopes. Com a demissão, logo no começo da pandemia, ela arregaçou as mangas. E a venda de roupa, que já complementava a renda, virou principal fonte. O negócio próprio ganhou força na internet e há um mês, ela decidiu abrir uma loja física.
“Eu consegui me dedicar 100% porque eu já exercia uma outra função. E esse período me permitiu dedicar 100% nas vendas e com isso crescermos e possibilitar a abertura da loja e hoje eu ser a dona do meu próprio negócio”.
Mais de 5 mil pequenas empresas são abertas no Tocantins nos últimos meses
Reprodução/TV Anhanguera
Ao todo, 5,3 mil pequenos empresários sugiram no Tocantins nos últimos meses. Segundo Sebrae, em março, eram menos de 67 mil microempresas cadastradas no Simples Nacional. Neste mês de setembro, o número subiu para 72.300. O crescimento foi de 7%.
“Isso de deve ao fato de muitas pessoas terem ficado desempregadas e assim buscarem uma nova fonte de renda, empreendendo por necessidade. Porém, conseguimos visualizar também que grande parte desses novos empreendedores conseguiram enxergar uma nova oportunidade de negócio baseados nos novos hábitos de consumo durante o distanciamento social”, explicou a gerente do Sebrae Gabriela Tamasi.
O estado segue a tendência nacional nacional. Nesse período, o Brasil ganhou 100 mil microempreendedores na pandemia e soma mais de 10 milhões de brasileiros que apostaram nesse setor.
No Tocantins, pessoas de quase todas as idades foram atraídas para esse segmento. A maioria dos MEIs é formada por adultos com a faixa etária de 31 a 40 anos.
A Denise Beiral abriu a micromempresa no ano passado quando perdeu o emprego, mas não sabia por onde começar. Inclusive, procurou voltar ao mercado de trabalho formal. Neste mês, o negócio saiu do papel.
“A minha amiga fez uma pergunta para mim: ‘Você gosta de fazer o que?’ Falei: ‘Eu gosto de malhar’. Aí ela falou: ‘Então, você entende de roupa fitness, vamos vender fitness”, disse a microempreendedora Denise Beiral.
O primeiro lote de roupas esportivas está acabando. A meta é dobrar o próximo pedido. Ela, que precisou de um empurrãozinho, está animada e agora quer motivar outras pessoas a passar para o time dos MEIs.
“Eu comecei meu negócio com R$ 1 mil, então não precisa de muito dinheiro, só precisa realmente de coragem, de vontade. E, claro, fazer algo que goste e colocar para acontecer. Não adianta esperar, é colocar para acontecer. Quem não faz nada, não acontece nada. Mas quando você faz alguma coisa, algo extraordinário acontece”.
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