Homens viram réus pela morte de vendedor de frutas em Araguaína; vítima foi torturada e afogada em córrego


Dois homens viraram réus por participação direta no assassinato. O terceiro suspeito vai responder por ter tentado atrapalhar as investigações e mentir para polícia. Agentes da polícia durante buscas pelo corpo da vítima em chácara
Secom/ Polícia Civil
A Justiça aceitou denúncia contra três homens suspeitos de envolvimento na morte do vendedor de frutas Carlos Magno Alves Reis, em Araguaína, norte do Tocantins. O crime aconteceu em julho deste ano, depois que ele foi atraído para uma chácara, torturado e afogado. Dois suspeitos foram denunciados diretamente pelo assassinato. O terceiro teria tomado conhecimento do crime e mentido para a polícia.
Carlos Magno, de 41 anos, ficou desaparecido por uma semana e o corpo dele foi encontrado em uma chácara no final de julho, na região conhecida como Jacubinha. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), o principal responsável pelo crime teve a prisão temporária convertida em preventiva e ficará preso por tempo indeterminado.
A denúncia aponta que o homem suspeitava que Carlos Magno tivesse subtraído o aparelho de telefone da sua esposa. Por isso teria arrumado um comparsa e planejado o sequestro para obter uma confissão do furto e descobrir onde estava o celular.
O MPE apontou que o vendedor de frutas foi atraído para a chácara e amarrado. Os dois suspeitos então passaram a se revezar em uma sessão de torturas físicas e psicológicas, mas a vítima afirmava não ter pegado o celular.
Carlos Magno ainda teria tentado fugir, mas foi alcançado próximo a um córrego e começou uma luta corporal com os suspeitos. Porém, como estava debilitado pela tortura, não conseguiu reagir e terminou sendo afogado.
Após verificarem a morte, os suspeitos teriam retornado a cidade para comprar uma pá e uma lona. A denúncia aponta que eles voltaram para a chácara, cavaram um buraco e enterraram o corpo.
Os dois suspeitos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, com motivação fútil, emprego de meio cruel e uso de métodos que dificultaram a defesa da vítima. Também foram denunciados por tortura mediante sequestro e ocultação de cadáver.
O terceiro suspeito foi denunciado pelo MPE porque teria tomado conhecimento do crime após relato direto de um dos envolvidos, mas ao ser convocado pela polícia para depor, prestou informações falsas com objetivo de dificultar a investigação. Por isso foi denunciado por falso testemunho em processo penal. A pena para este crime é de até quatro anos e multa.
Entenda
O vendedor de frutas desapareceu no dia 18 de julho após sair para fazer um serviço de montagem de móveis. Uma semana depois, no dia 23 de julho, foi obtida a informação de que o corpo estaria enterrado em uma chácara na região da Jacubinha, aproximadamente oito quilômetros de Araguaína.
A polícia fez buscas na região, com ajuda de aproximadamente 20 pessoas, até que a cova com o corpo foi localizada no dia 25.
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