Casal de idosos precisa de 20 tipos de remédios por dia e tem dificuldade para achar os medicamentos na rede pública


Os dois gastam metade da renda apenas com a medicação. Secretaria de Estado da Saúde afirma que não faltam remédios em farmácia pública. Idosos encontram dificuldade ao adquirir medicamentos que muitas vezes são caros
Um casal de idosos que vivo no Taquari, na região sul de Palmas está com dificuldade para pagar as contas e cuidar da saúde. É que os dois juntos tomam mais de 20 medicamentos por dia e metade do dinheiro que recebem acaba ficando nas farmácias. A reclamação é que a rede pública não está ofertando os remédios que precisam para sobreviver.
A dona Solange Negalho, de 63 anos, está na batalha contra o câncer. Duas vezes por semana, ela tem que ir ao Hospital Geral de Palmas para fazer quimioterapia. Só isso gera uma despesa de pelo menos R$ 80 por mês.
Em casa, o tratamento é complementado com uma série de medicamentos. “Muitos remédios. Eu tomo até 12 remédios no correr do dia. Tenho que tomar porque é muita dor, eu sinto muita dor. Aí tenho que tomar”, afirmou.
O marido dela, Raimundo Gonzaga, tem 73 anos e também está doente. Além de ser cardíaco, ele sofre de hipertensão e tem um cisto no fígado. “Preciso do auxílio do remédio. No dia que tenho condição de comprar eu compro, no dia que não tenho, tem que arrumar de qualquer maneira para manter a saúde. São nove comprimidos todo dia e todo dia tem que ter”, disse.
Idosos precisam de mais de 20 remédios por dia
Reprodução/TV Anhanguera
Os dois são beneficiários de programas assistenciais do governo federal, mas com descontos de empréstimos que fizeram por causa das doenças a renda do casal não chega a um salário mínimo. Do pouco que sobra ainda é preciso tirar R$ 500 todo mês para comprar os remédios.
O casal de idosos é do interior do Maranhão e por causa do tratamento de câncer da dona Solange tiveram que morar na casa da filha, Leiliane Negalho. Ela está desempregada e diz que está fazendo um verdadeiro malabarismo com as contas.
“A metade do dinheiro deles dois hoje é para os remédios deles. Aí têm os remédios, as frutas, as verduras. Tem que ter sabedoria para dividir esse dinheirinho que está entrando aqui dentro de casa porque não está sendo fácil”, contou.
Segundo a filha, de todos os medicamentos, apenas dois analgésicos são fornecidos pela farmácia do HGP. “Raramente você pegar a receita, levar lá e achar todos. Não acha”, lamentou.
O que diz a secretaria
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou, em nota, que não há falta dos medicamentos citados no Hospital Geral de Palmas (HGP). Ressalta-se que os pacientes tem acesso aos medicamentos, tanto no Estado do Tocantins como no município de Palmas ou outros, de acordo com a competência de cada ente federado.
“A SES esclarece, ainda, que os pacientes – enquanto internados na unidade hospitalar – recebem todos os medicamentos prescritos. No entanto, após alta hospitalar ou retornos ambulatoriais, recebem as prescrições em receita do Sistema Único de Saúde (SUS), em conformidade com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), sendo orientados a buscar estas medicações”, diz a nota.
Ainda segundo o governo, alguns remédios são adquiridos e disponibilizados pelo Estado, enquanto outros são de competência municipal, estando disponíveis nas respectivas assistências farmacêuticas.
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