Quadrilha que usava guincheiros para furtar carros é presa

Uma operação da Polícia Civil (PCDF) desarticulou, nesta quarta-feira (9), um grupo criminoso suspeito de furtos de veículos mediante fraude. Oito pessoas devem ser presas temporariamente. Também são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e três sequestros de valores em contas dos envolvidos.

Segundo as investigações da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), o grupo tinha um modo de agir inusitado. Alguns deles atuavam como olheiros e circulavam em estacionamentos públicos do Distrito Federal. Quando avistavam um carro que interessava, eles anotavam a placa e falsificavam o certificado de registro de licenciamento de veículo (CRLV).

Em seguida, o grupo ligava para serviços de guincho e se passavam pelos verdadeiros donos dos carros, pedindo para que os guincheiros rebocassem os automóveis até locais predeterminados no Entorno. Para dar credibilidade ao golpe, os suspeitos enviavam cópias falsas de documentos dos carros via WhatsApp.

Em algumas ocasiões, membros do grupo chegavam a entregar chaves falsas aos guincheiros. Os profissionais iam até o local e percebiam que as chaves não abriam o carro. Neste momento, os suspeitos faziam contato com os guincheiros e os “autorizavam” a rebocar o carro mesmo sem abrir as portas.

Com esse modus operandi, o grupo conseguiu furtar cinco carros, sendo dois Peugeot, dois VW Saveiro e um Fiat Prêmio. Os furtos ocorreram na Asa Norte e em um shopping de Águas Claras à luz do dia e sob o olhar de seguranças, vigilantes e afins. Como quem levavam os veículos eram os guincheiros, ninguém desconfiava do serviço.

Falsificação de documentos

Com o desenrolar das investigações, a Corpatri apurou que o grupo estaria envolvido em um esquema de falsificação de documentos e desvio de benefícios criados na pandemia do novo coronavírus, como o auxílio emergencial do governo federal, por exemplo.

Os suspeitos responderão pelos crimes de associação criminosa, furtos qualificados, falsidade documental, adulteração de sinal identificador e corrupção de menores. Somadas, as penas podem ultrapassar, em abstrato, os 30 anos.

A PCDF alertou o órgão que abrange os guincheiros da capital e alertou sobre a prática criminosa. A corporação orientou a só fazer esse tipo de serviço caso o solicitante comprove que seja o dono do veículo.

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