Furto, vandalismo e ação de criminosos dentro de hospitais públicos preocupam no Tocantins


Técnica de enfermagem relata que teve moto furtada no estacionamento do Hospital Geral de Palmas. No hospital infantil de Porto Nacional, um assaltante roubou e agrediu uma enfermeira grávida. Insegurança nos hospitais púbicos do Tocantins deixa servidores e pacientes com medo
Veículos danificados, pneus de carros furtados, invasão de criminosos. Tudo isso acontecendo nos hospitais públicos do Tocantins. Há cerca de dois anos, funcionários e pacientes pedem por mais segurança. O governo estadual diz que faz licitação para contratar uma empresa de segurança, o que ainda não ocorreu.
Nesta terça-feira (8), um servidor do Hospital Geral de Palmas encontrou o carro sem e as quatro rodas ao sair do plantão. O furto foi registrado no estacionamento, em frente à entrada da administração da unidade.
Na mesma noite, o Hospital Intanfil de Porto Nacional foi invadido. O assaltante roubou e agrediu uma enfermeira grávida.
“Ao conversar com o ladrão, uma levou um soco na cara. E os gritos dela pedindo socorro foram aterrorizantes porque nós não sabíamos se eles estavam realmente armados ou não estava. Se era uma ou duas pessoas. Não é o primeiro ocorrido, já vem acontecendo toda semana”, disse uma pessoa que presenciou o caso.
A situação é comum nas unidades de saúde geridas pelo governo. No mês passado, várias motocicletas de servidores do Hospital Regional de Araguaína foram alvo de vandalismo. Os bancos foram cortados e as latarias danificadas. O problema se repetiu na semana passada.
Carro estacionado no HGP teve pneus furtados
Reprodução/TV Anhanguera
Há menos de 15 dias, a moto da técnica de enfermagem Cleonice Alves também desapareaceu do HGP. Ela continua sem a condução para ir ao trabalho. “Estou dependendo dos amigos e colegas para poder me levar para o serviço, desde quando eu fui furtada”.
Ela, assim como os outros servidores, pede por mais segurança e monitoramento de câmeras de segurança.
“Um hospital de grande porte igual o HGP, não temos sistema de monitoramento. Não tem uma câmera porque se tivesse eu iria saber quem pegou meu meio de locomoção e eu não sei. Ninguém viu, ninguém sabe, ninguém vê nada”.
O que se repete também é a resposta da Secretaria Estadual da Saúde, que vai contratar uma empresa especializada para a segurança e vigilância de algumas unidades do Tocantins. Em junho, o governo chegou a anunciar uma contratação sem o processo licitatório. O argumento era a proteção dos insumos para o combate à Covid-19, mas o Tribunal de Contas do Estado suspendeu a contratação emergencial.
Na decisão, o conselheiro André Luiz de Matos afirma que a dispensa de licitação neste momento revela a inércia do administrador, tendo em vista que o problema da segurança pública nas unidades de saúde é um fato conhecido há tempos.
O sindicato dos trabalhadores em saúde do Tocantins disse que alerta sobre a segurança nas unidades há mais de dois anos. “Nós já fizemos documentos solicitando ao governador, ao secretário, cobrando providências urgentes na contratação de uma empresa de segurança para prestar serviço nas unidades de serviço do estado”, explicou o vice-presidente do Sintras Raimundo Morais.
O que diz a Secretaria de Saúde
A Secretaria Estadual da Saúde disse que se solidariza com os profissionais que estão trabalhando para salvar vidas e que passaram por essa situação. A secretaria voltou a dizer que a licitação para contratar uma empresa de segurança já começou, mas que mesmo diante da urgência por conta da pandemia, há etapas do processo administrativo que não podem ser ignoradas.
A Polícia Militar informou que faz policiamento em todas as áreas e que no caso da ocorrência no hospital Dona Dedé em Porto Nacional, está trabalhando para tentar localizar o suspeito.
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