Vistoria encontra bancos de areia em rios após desembargadora liberar captação de água por não ver situação como crítica


Ministério Público sobrevoou a área e quer usar as imagens para reverter a decisão judicial. Para produtores rurais, não há prejuízo ao meio ambiente. Mesmo com bancos de areia a captação de água continua na bacia do rio Formoso
Uma vistoria realizada por técnicos ambientais do Ministério Público do Tocantins encontrou enormes bancos de areia nos rios que fazem parte da bacia do rio Formoso, no oeste do estado. O sobrevoo foi realizado na quinta-feira (3) e as imagens foram divulgadas pelo MP nesta sexta (4). Elas serão usadas para tentar reverter uma decisão que permitiu a captação de água para irrigação de lavouras na região.
Quando autorizou que o prazo de captação fosse prorrogado, a desembargadora Etelvina Maria Sampaio, do Tribunal de Justiça do Tocantins, afirmou que entendeu que a bacia não se encontra em situação crítica ao “ponto de suspender totalmente a captação de água”. Ela lembrou de um sistema que estabelece níveis de alerta aos rios da região por cores: verde, amarelo e vermelho.
Trechos do rio estão tomados pro bancos de areia
Reprodução/TV Anhanguera
“Por qualquer que seja o ângulo que se analise, não vislumbrei de que a bacia hidrográfica em questão esteja atualmente em nível de sinal vermelho”, escreveu. As imagens foram apresentadas pelo MP ao TJ junto com um recurso.
“Na vistoria técnica foram observadas situações de total colapso de trechos do rio Urubu, principalmente ao pé das barragens que são muito utilizadas para captação das irrigações”, diz o procurador José Maria Teixeira.
Atualmente, 90 bombas de 50 empresas licenciadas pelo Naturatins fazem captação na região. Para a Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (Aproest), não há prejuízo ao meio ambiente.
Situação nos rios é avaliada pelo MPE como crítica
Reprodução/TV Anhanguera
“Em função dos investimentos que os produtores realizaram em quatro elevatórias, barragens elevatórias, nós temos uma situação totalmente diferente do que sempre foi nesse rio. Nós temos hoje um volume de água bem maior, que dá condições para a abastecimento hídrico das lavouras sem comprometer em nada o leito dos rios”, diz Wagno Milhomem, superintendente da Aproest.
Na análise dos técnicos da Universidade Federal do Tocantins, que monitoram a bacia, as estações não garantem a sobrevivência dos rios.
“Essas barragens não podem impedir o fluxo de água no rio. Muito mais importante do que ter água no rio é ter vazão, fluxo de água. no curso d’água. É bom lembrar que é isso que diferencia o rio de um lago ou de uma piscina”, explica o coordenador do projeto, Felipe Marques.
Animais silvestres correm no leito do rio
Reprodução/TV Anhanguera
Barragens impedem fluxo da água na bacia, segundo os técnicos
Reprodução/TV Anhanguera
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