Mais de 600 crimes virtuais foram registrados no Tocantins no primeiro semestre deste ano


Moradora de Porto Nacional usou o auxílio emergencial para empreender, mas acabou caindo em golpe. Mais de 600 golpes virtuais são registrados no Tocantins esse ano
Mais de 600 crimes virtuais foram registrados no Tocantins no primeiro semestre de 2020. O número leva em consideração apenas os golpes denunciados entre janeiro e junho. Segundo a Polícia Civil, a maioria das vítimas é enganada por acreditar em ofertas que não parecem reais e o isolamento social por conta da Covid-19 pode ter influência na quantidade de crimes. (Veja o vídeo)
Ana Carolina Florêncio é uma das 628 vítimas do estado. A engenheira civil de Porto Nacional estava desempregada e decidiu usar o auxílio emergencial do Governo Federal para começar a vender roupas. O fornecedor seria uma empresa do Ceará que tem 34 mil seguidores em uma rede social.
Ela entrou em contato e os detalhes da compra foram ajustados por um aplicativo de mensagem. Em um áudio a suposta representante comercial pediu agilidade no pagamento.
“Amiga, mas teria que ser hoje, tá certo? Porque se não for hoje não tem como eu fazer mais suas peças. Não tem mais como eu guardar, segurar. Tá certo? Porque hoje tem supervisora e ela tira todas as peças que tiver reservadas”, disse a golpista.
Após pedir o CNPJ da empresa, Ana fez o pagamento de R$ 807. Após o depósito do dinheiro a suspeita parou de responder e as peças não foram enviadas. “No outro dia eu mandava mensagem e a mensagem não chegava mais. Ela ouviu meu último áudio e me bloqueou”, disse Ana Carolina.
Conta em rede social aplicou golpe em moradora de Porto Nacional
Reprodução/TV Anhanguera
Ana Carolina registrou o crime na Polícia Civil de Palmas e da cidade do Ceará. Ela também procurou alertar outras pessoas e acabou conhecendo mais vítimas.
Uma delas é Janielle Souza, que mora na Bahia. Para ela o prejuízo foi de R$ 1 mil. “Tentei correr atrás e não consegui. Todos eles [golpistas] me bloquearam”, disse.
O delegado Luis Gonzaga explica que o isolamento social, necessário para frear a disseminação do novo coronavírus, pode ter aumentado esse tipo de crime. Além da venda de roupas, as pessoas que querem comprar carros também são vítimas frequentes desses criminosos.
“A melhor forma de se prevenir de golpes através da internet ou através de mensagens de aplicativo e ligações telefônicas é, primeiro: não repasse seus dados pessoais para ninguém. Já põe isso como algo imutável. Segundo ponto: desconfie de ofertas milagrosas”, disse o delegado Luis Gonzaga.
Após o prejuízo, Ana Carolina também deu orientações. “Não confiem ao máximo. Procure saber mais, se realmente existe a empresa, pesquise referências. Não caiam nesse golpe”, alertou a engenheira.
Golpista pede agilidade no pagamento
Reprodução/TV Anhanguera
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