Jovem vítima de estupro armado por app de paqueras mostra conversas e lesões

Uma jovem, de 21 anos, afirma que foi estuprada após ser vítima de um golpe aplicado por um casal, através de um aplicativo de relacionamentos. Ela anexou novas provas do suposto abuso a um inquérito que corre em segredo de Justiça na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos-SP. Foram entregues à Polícia Civil as mensagens trocadas entre a vítima e a namorada do suspeito de estupro, além das roupas utilizadas pela jovem no dia do crime. O G1 apurou o caso.

A jovem relatou que havia iniciado uma conversa com a namorada do suspeito por meio de um aplicativo de paquera. Após uma semana, ambas decidiram marcar um encontro no apartamento da mulher. A vítima questionou diversas vezes se as duas ficariam a sós no local e todas as vezes a mulher respondeu positivamente.

Após ir até o local combinando, a vítima e a mulher ingeriram bebidas alcoólicas. Alguns minutos depois, a moradora do apartamento afirmou que seu namorado estava no quarto e que ele “gostava de ver meninas fazendo sexo”. O suspeito, de aproximadamente 35 anos, apareceu em seguida. A vítima, no entanto, recusou a proposta da mulher, mas foi agarrada na nuca pelo homem e forçada a ‘beijar’ a outra mulher.

A jovem contou à polícia que teve a roupa arrancada à força, recebeu mordidas e foi estuprada pelo homem. Ela pediu para que o casal parasse a ação, mas o apelo foi negado.

As conversas entregues à polícia mostram que, desde as primeiras conversas sobre o encontro, a vítima questiona se ela e a mulher realmente ficariam a sós no apartamento. Em uma das mensagens, a jovem alega que é a primeira vez que ela marca um encontro com uma pessoa desconhecida.

Vítima: Mas vai ter gente aí?

Suspeita: Não tem ninguém, por isso eu ‘to’ aqui [sic]. O apartamento é de temporada. Como estava sozinho, vim pra cá. Vou te mandar o endereço.

De acordo com o advogado da vítima, a jovem também entregou as roupas que usava no dia do encontro e expôs os vários sinais de agressão pelo corpo, como marcas de mordidas nos seios, na região das coxas, na região lombar. A mão da dela também apresenta inchaço, o que comprovaria que houve tentativa de impedir a ação do abusador. De acordo com a vítima, é possível que a blusa e o sutiã tenham vestígios do sêmen do acusado.

A jovem precisou receber atendimento psicológico e foi medicada com um coquetel de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, além de fazer uso da ‘pílula do dia seguinte’.

Uma equipe de investigação foi até o prédio onde ocorreu o abuso para recolher imagens das câmeras de monitoramento do local. O casal deverá ser ouvido na DDM de Santos.

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