Polícia investiga suspeitos de invadir sistemas e derrubar conexões de internet para extorquir dinheiro das vítimas


Pelo menos quatro empresas em Goiás tiveram prejuízos pela ação dos criminosos, uma delas de aproximadamente R$ 150 mil. Mandados também são cumpridos em São Paulo e Tocantins, conforme Polícia Civil.
Polícia realiza operação contra golpes pela web, em Goiás e outros estados
A Polícia Civil realiza na manhã desta sexta-feira (28) uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de invadir sistemas derrubando conexões de internet e extorquir dinheiro de empresas para terem serviço restabelecido em Goiás. À frente das investigações, a delegada Sabina Lelis disse que pelo menos quatro empresas no estado foram vítimas e que uma delas teve um prejuízo de aproximadamente R$ 150 mil.
“Uma das empresas de Goiânia é uma provedora de internet e, quando o sistema dela era atacado, ela ficava impedida de distribuir o sinal para seu cliente. Somente essa empresa teve mais de R$ 150 mil de prejuízo”, informou a delegada.
Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, em Goiás, Tocantins e São Paulo. A operação batizada por ‘Attack Mestre’ investiga suspeitos que têm conhecimentos avançados no campo da tecnologia da informação e faziam uso de uma estrutura extremamente complexa, dotada de uma rede com diversos computadores infectados por ‘BOTS’, popularmente conhecida como ‘zumbis’.
Ainda conforme a polícia, com isso, os investigados conseguia derrubar as conexões de internet banda larga de ‘centenas de milhares de usuários ’- pessoas físicas e jurídicas – de todo Brasil, afetando até mesmo a prestação de serviços essenciais.
“Em Goiás há quatro empresas que tiveram prejuízos financeiros altos. Tiveram servidores atacados, são ataques cibernéticos, nos quais sobrecarregam o sistema operacional dessas empresas e depois eles exigiam dinheiro, valores altos para poder restabelecer o domínio desse sistema”, explica a delegada.
Até as 7h50 haviam sido apreendidos servidores de um dos suspeitos, notebooks, pen drives e valores em espécie. Ninguém havia sido preso. A polícia também investiga o uso de cobranças por meio de criptomoedas.
As investigações começaram em Goiás e, a partir disso, descobriram ações em outros dois estados. A polícia acredita que haja mais vítimas no estado e explica que um dos criminosos usava um apelido para contatar e extorquir as vítimas.
“O apelido que esse criminoso usava na internet era guerreiro. Então ele sempre mandava mensagens para as vítimas usando esse nome. Se outras pessoas foram vítimas de ataques assim e receberam mensagens com esse codinome pode procurar a delegacia de crimes cibernéticos”, orienta a delegada.
Pen drives, dinheiro, notebooks e celulares foram apreendidos na casa de um dos suspeitos, em Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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