Governo faz levantamento para saber quantos professores pertencem ao grupo de risco da Covid-19


Rede estadual tem cerca de 12 mil professores. Deste total, quase 9 mil responderam a pesquisa, sendo que mais de 1 mil declararam que pertencem ao grupo de risco. Levantamento quer saber quantos professores fazem parte dos grupos de risco no TO
A Secretaria da Educação está fazendo um levantamento para saber quantos professores fazem parte do grupo de risco para a Covid-19. Esses dados vão guiar o planejamento das aulas quando forem retomadas. Ainda não há uma data prevista para o retorno.
Segundo o governo, a rede estadual tem cerca de 12 mil professores. Deste total, 75%, quase 9 mil responderam a pesquisa. Mais de 1 mil declararam que pertencem ao grupo de risco e 464 já apresentaram laudos que comprovam essa condição.
Professora há 10 anos, a Izis Ferreira precisou mudar bastante a forma de das aulas para os alunos da 2ª série do ensino médio de uma escola pública da capital. A matemática agora é ensinada por vídeos que ela envia para os estudantes.
Ela tem medo de se contaminar com o novo coronavírus por causa da hipertensão, da asma e da obesidade. Para ela, o trabalho remoto ainda é a opção mais segura neste momento.
“Eu tomo os meus cuidados, mas a gente não sabe sobre a família desse estudante, quais são os cuidados que eles estão tendo, a gente não sabe como vai ser essa relação ao retornar. Qual o risco da aglomeração, aquela alegria de reencontrar os outros colegas. Então o risco é muito maior de contágio”, disse.
Professor faz parte do grupo de risco e tem receio de voltar às salas de aula
Reprdoução/TV Anhanguera
As aulas presenciais na rede pública de ensino do estado foram suspensas em março. Desde então, as escolas seguem fechadas. Desde o fim de junho, 72 mil alunos do ensino médio iniciaram gradativamente aulas remotas. Mas, segundo a Secretaria de Educação do Tocantins, a maioria dos 157 mi alunos da rede estadual segue sem aulas.
O governo chegou a anunciar que as aulas retornaria a partir do dia 3 de agosto, mas resolveu voltar atrás e adiar a data por causa do avanço da doença no estado.
Para programar uma retomada das aulas presenciais, o governo precisa se preocupar com a segurança, não só dos alunos, mas também dos profissionais da educação. Por isso, está aplicando o questionário online.
Fazer parte do grupo de risco é o principal requisito para realização do trabalho remoto, conforme a determinação do governo. Por isso, esse levantamento é tão importante para o planejamento de uma possível volta às salas de aula.
“No futuro, ele vai servir para quantificar quantos professores tem, se vai continuar uma parte semipresencial ou outra parte presencial. A gente não sabe ainda o andamento da pandemia, como vai se definir e a gente não tem noção de como vai ser. Mas vai servir muito para a gente tomar essas decisões”, explicou o superintendente de gestão de pessoas da Secretaria Estadual da Educação, Luciano Gomes.
O sistema de home office da Secretaria de Educação do Estado vale para todos os servidores que fazem parte do grupo de risco, ainda que não trabalhem com a sala de aula.
“Eu não me sinto segura, se fosse para voltar hoje, eu não voltaria. Nós estamos aí com mais de cinco meses, estamos com a pandemia ainda sem controle. Então, para mim, no momento, não oferece nenhuma segurança voltar”, disse a servidora pública Nelma Maria Matias.
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