Fiscalização do Naturatins flagra bombas captando água em rio mesmo após proibição da Justiça


Fiscais seguem percorrendo propriedades rurais da bacia do rio Formoso. Fiscais encontraram bombas funcionando em fazenda
Naturatins/Divulgação
A fiscalização do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) autuou um produtor rural por descumprir a suspendeu a captação de água da bacia do Rio Formoso para irrigação de lavouras. Os fiscais também lacraram duas bombas utilizadas na propriedade. O trabalho de fiscalização passou por várias propriedades e continua sendo realizado.
As retiradas de água só poderiam ocorrer até o dia 15 de agosto, em caráter excepcional, até que o Naturatins conclua a fase de revisão das licenças e das regras de captação. Os produtores da região tentaram prorrogar o prazo, mas o o pedido foi negado pela Justiça há duas semanas.
A associação dos produtores da região afirmou que 40% da safra pode ser prejudicada. Eles ainda tentaram derrubar a decisão, mas a suspensão foi mantida pela Justiça.
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) informou que tem mantido a fiscalização frequente na Bacia do Rio Formoso. As equipes estão utilizando drones, aeronave e fazendo visitas por terra.
“Diante da constatação do descumprimento da decisão judicial de suspensão das captações, o responsável será autuado e a atividade embargada, com o lacre da bomba de captação”, assegura Sebastião Albuquerque, presidente do Naturatins.
Drones foram usados durante fiscalizações do Naturatins
Naturatins/Divulgação
Todos os anos, durante o período de estiagem, ocorre a redução do nível d’água nos rios, surgindo formações de bancos de areia. A bacia do rio Formoso é uma das mais afetadas todos os anos.
De acordo com o Naturatins, a seca acentuada dos afluentes impacta a fauna e flora no meio ambiente e a qualidade de vida humana de seu entorno. Por isso é preciso um controle mais rígido na captação de água
Safra prejudicada
A Associação de Produtores Rurais do Sudoeste (Aproest) afirmou na semana passada que 100 mil hectares de soja, feijão e melancia estão sendo cultivados na região e pela projeção da associação até 40% do total pode ficar comprometido sem a prorrogação do prazo. Os valores podem chegar a R$ 400 milhões.
Nesta segunda-feira (24), a associação afirmou que não verificou nenhuma situação de captação irregular de água, que se daria se houvesse feito o bombeamento após o dia 15. Informou que a decisão está em vigor, mas está tentando reverter no Tribunal de Justiça porque entre 2018 e 2019 a Justiça tinha permitido a captação até 31 de agosto.
A associação informou ainda que fez recomendações para que os produtores respeitem a decisão da Justiça. De acordo com a Aproest, a informação é de que as bombas que foram lacradas pelo Naturatins ficam em uma propriedade rural que não está dentro da bacia do rio Formoso. Além disso, a fiscalização teria ocorrido por falta de autora de uso da água.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

Leia matéria na íntegra no Portal G1 Tocantins

reporter1

Repórter 1 é um agregador de notícias, um robô que captura automaticamente posts em sites, blogs e grandes portais, economizando seu tempo. Aqui você encontra o caminho mais curto para informações e opiniões relevantes que estão na internet.