Queijaria é fechada após fiscais encontrarem condições precárias e queijos armazenados com vacinas para gado


Flagrante aconteceu em fazenda de Axixá do Tocantins; dono foi multado e produtos descartados. Local de fabricação era aberto e foi verificada presença de insetos, galinhas e bovinos. Queijaria funcionava em condições precárias
Adapec/Divulgação
Uma queijaria clandestina foi interditada em Axixá do Tocantins, no norte do estado, pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec). No local foram apreendidos 57 quilos de queijo e 200 litros de leite impróprios para consumo. A situação era tão precária que os produtos eram armazenados em um freezer junto com vacinas de bovinos. O dono do local foi multado em R$ 5 mil e os produtos acabaram sendo descartados.
De acordo com a Adapec, a operação ocorreu nesta quinta-feira (20) após uma denúncia anônima de que o proprietário de uma fazenda em Axixá estava produzindo queijos de forma clandestina.
Os produtos eram vendidos para restaurantes, supermercados, lanchonetes, padarias e até em feiras livres da cidade e de municípios circunvizinhos. Além de funcionar de forma precária, a queijaria não possuía registro em nenhum órgão de inspeção oficial.
Queijos ficavam armazenados em freezer com vários outros produtos
Adapec/Divulgação
Ainda conforme a Agência, durante a fiscalização na propriedade, os inspetores e fiscais identificaram que a queijaria funcionava em condições higiênico-sanitária precárias. A estrutura tinha piso de chão batido, com acesso a presença de insetos, galinhas e até bovinos.
Também foi verificado forte odor devido o acúmulo de sujeira, soro e leite. Os utensílios para manusear o processamento do leite eram de madeira e estavam em estado precários.
“Toda linha de produção não obedecia às normas de higiene que são estabelecidas por lei. Para se ter uma ideia, o armazenamento dos queijos eram feitos em freezer junto com outros produtos como carnes, polpas de frutas e até vacinas para bovinos”, relatou o gerente de inspeção animal da Adapec, Antônio José de Caminha.
Os produtos não tinha nenhuma condição de consumo pelos riscos de intoxicação. Por isso foram aprendidos e destruídos no lixão da cidade. O dono da fazenda foi autuado e o estabelecimento interditado.
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